25/03/2007

Caixa firma mais uma parceria

Fonte: O Estado de S. Paulo

Instituição assina convênio com a FIT Residencial; é a segunda ação desse tipo no sentido de financiar baixa renda

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisUnidades – Apartamentos terão de 45 a 55 metros quadrados e custarão de R$ 50 mil a R$100 mil

Esta semana, a Caixa Econômica Federal iniciou um ciclo de parcerias com empresas do mercado imobiliário para a construção e venda de empreendimentos voltados ao público de baixa renda. A primeira empresa a assinar contrato foi a incorporadora Klabin Segall, na quarta-feira, dia 21. Amanhã, será a vez de o banco assinar outra parceria com a FIT Residencial. Este será o primeiro convênio em âmbito nacional para a produção e financiamento de imóveis, de acordo com as diretrizes Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

No acordo com a Klabin Segall, serão construídas ao todo 2.200 unidades em São Paulo e na região do ABC. Destas, 948 unidades, serão erguidas no bairro de São Mateus, na zona leste, com previsão de lançamento para o dia 1º de maio. Outras 708 serão construídas no Jardim São Luís, na zona sul, e mais 546, em Santo André.

“Trabalhar para essa faixa de renda no Brasil até agora não tinha sido possível. O segmento foi mal atendido ao longo dos últimos anos. Agora vemos esse mercado com otimismo”, afirma Oscar Segall, diretor da incorporadora Klabin Segall. O investimento total da empresa no segmento de baixa renda deve ser em torno de R$ 250 milhões.

Os empreendimentos são voltados a famílias com renda entre cinco a dez salários mínimos. As unidades de 45 a 55 metros quadrados terão um e dois dormitórios e devem custar entre R$ 50 mil a R$ 100 mil – valor considerado acessível por Segall. “O que o consumidor olha não é o valor total, mas se a prestação vai caber no bolso”, afirmou.

A Caixa se compromete a financiar integralmente as unidades aos compradores, o que viabiliza e acelera a produção. “O tempo da obra não vai ser determinado pelo bolso do cliente porque vamos iniciar já com toda a verba, mas pelas limitações do própria construção”, explica Segall.

As condições de financiamento oferecidas pelo banco nestes empreendimentos serão as mesmas já empregadas nos demais produtos financiados. Para a faixa de valor até R$ 80 mil, os juros cobrados pela Caixa vão de 6% a 10,16% mais a Taxa Referencial (TR).

Conforme o superintendente regional da Caixa, Henrique Carlos Parra Parra, os recursos para financiamento prometem bater novos recordes este ano. “O caminho do desenvolvimento escolhido pelo governo passa pela habitação como alavanca clara. A construção civil vai ser um dos vetores para que o mercado brasileiro cresça e se multiplique”, afirmou.

Para ele, a parceria com grandes empresas do mercado é importante para acelerar a produção para esse público. “São vetores para que o mercado cresça e se multiplique e traga ofertas de produtos bons e com preço baixo.

PAC

Na segunda-feira, será a vez de a Caixa e a FIT Residencial, empresa criada pela Gafisa para atuar no segmento econômico do mercado imobiliário, assinarem um convênio. Este será o primeiro no País para a produção e financiamento de imóveis, de acordo com as diretrizes Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Pelo convênio, com financiamento exclusivo da Caixa, serão lançados empreendimentos com um total de até 6 mil unidades habitacionais, previstas para o primeiro ano do acordo, o qual poderá ser prorrogado. A cerimônia ocorre no Hotel Crowne Plaza, em São Paulo.

 

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