13/11/2009

Camargo Corrêa terá fábrica de cimento no Rio

Grupo fechou acordo com a LLX para instalar unidade no Porto do Açu

Rio de Janeiro – A Camargo Corrêa Cimentos firmou ontem com a LLX, empresa de logística do empresário Eike Batista, acordo para a construção de uma fábrica de cimento no Porto do Açu, em São João da Barra (RJ). O acordo ainda está em fase preliminar, mas o investimento deve ser de, no mínimo, R$ 100 milhões, para a produção de cerca de 400 mil toneladas por ano.

“Vemos um grande potencial no porto, pela região em que está localizado, pelos investimentos do pré-sal e pela própria facilidade de cabotagem que vai permitir. Ele nos dará melhor acesso a outros Estados – à Bahia, por exemplo”, disse o presidente da Camargo Corrêa Cimentos, Humberto Farias.

Atualmente sem fábricas no Rio, a companhia tem pouca entrada no mercado do Estado. O Porto do Açu seria uma oportunidade. Lá poderão ser utilizados, na produção de cimento, tanto resíduos de uma siderúrgica quanto de uma termelétrica, que ficarão instaladas por perto. O coque, insumo para geração de energia, chegaria com facilidade pelo porto.

Apesar de todas essas facilidades, a Camargo não decidiu ainda que modelo de fábrica deve estabelecer no local. Uma possibilidade seria fazer apenas uma planta para processar clinquer – matéria-prima para fabricação de cimento -, atuando apenas na etapa final da produção do cimento. Nesse caso, o investimento seria mais tímido, em torno dos R$ 100 milhões.

Se a decisão for optar pelo processo completo na unidade do Açu, o valor do investimentos será bem maior, mas a empresa não revela valores. Uma planta como essa costuma demorar dois anos para começar a produzir.

Além dos investimentos no Brasil, a Camargo, que é dona da maior produtora de cimento da Argentina, a Loma Negra, avança também no Paraguai. A empresa está implantando uma fábrica no país vizinho, em investimento orçado em R$ 180 milhões para a produção de outras 400 mil toneladas anuais. A fábrica deve entrar em operação até meados de 2012.

O acordo com a Camargo deve gerar para a LLX receita anual de R$ 30 milhões. Ontem, na divulgação do balanço do terceiro trimestre, o presidente da LLX, Otávio Lazcano, disse que já existem 66 contratos de empresas interessadas em se instalar ou movimentar suas cargas no Porto do Açu.

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