25/06/2015

Atletas com deficiência física contam como adaptaram suas casas

Veja como eles otimizaram os espaços para favorecer a mobilidade

Fonte: Revista do ZAP

Um é halterofilista e o outro mesatenista. Além da paixão e dedicação ao esporte, ambos têm outra característica em comum: a deficiência física.

Alexsander Whitaker, 45 anos, é halterofilista paralímpico e já foi 15 vezes consecutivas campeão brasileiro. É também nutricionista, com pós-graduação em Nutrição Esportiva. Ele mora em um apartamento de 63 metros quadrados e esse tamanho exigiu uma otimização, valorizando espaços amplos que permitissem mais mobilidade.

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Banheiro da casa de Alexsander Whitaker é pequeno e foi projetado para facilitar a circulação (Fotos: Arquivo pessoal – Alexsander Whitaker)

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“O banheiro é pequeno e foi projetado para facilitar minha circulação com a cadeira de rodas. A cuba foi instalada em uma posição intermediária, que ficasse adequada tanto para mim, como para uma pessoa sem deficiência. Não há gavetas embaixo da cuba para que eu possa encaixar a cadeira”, detalha.

A cozinha possui móveis planejados, destacando a otimização de espaços e seguindo uma adequação que permite fácil acesso aos utensílios e equipamentos. “A pia e a bancada também foram colocadas em uma posição intermediária. Os armários que ficam embaixo da pia foram alinhados de forma que permitem o encaixe da cadeira de rodas.

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Casa foi projetada para permitir o encaixe da cadeira em diversos locais

Na lavandeira, Alexsander tem uma máquina de lavar e secar roupas frontal. “Esse formato facilita o manuseio das roupas, que antes não era possível com as lavadoras mais antigas. Otimizei também os guarda-roupas e gavetas, deixando minhas roupas e sapatos com fácil acesso”, explica.

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Como Alexsander é atleta paralímpico profissional e nutricionista autônomo, muitas vezes trabalha em casa também. “Tenho a rotina semelhante à de todas as pessoas e a estrutura que projetei em meu apartamento me permite independência em qualquer recinto. Minha casa é o local onde fico mais confortável”, reflete.

Kaíke e sua casa adaptada

Luiz Henrique Medina, o Kaíke, é medalhista de ouro, prata e bronze em diferentes Parapan-Americanos, competição que disputa desde 2001. Ele é paulista, tem 63 anos, e conta com uma história de vida e bom-humor surpreendentes: nasceu sem os antebraços, uma perna, o maxilar inferior e a língua.

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Luiz Henrique Medina, o Kaíke

Abandonado pelos pais recém-nascido numa caixa de sapatos, ele foi encontrado pela equipe do Lar Escola São Francisco, em São Paulo, instituição que o criou. Kaíke passou por mais de 40 cirurgias e tratamentos diversos, tornou-se citologista (especialização no estudo das células), conseguiu um bom emprego e, após se aposentar, foi em busca de uma nova atividade, encontrando-se no tênis de mesa.

Recentemente disputou e venceu o Desafio Internacional Paralímpico contra o jovem mesa-tenista Martin Perry, 43 anos mais novo. Como todo atleta, sonha em disputar os Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016.

Ele conta que não precisou de muitas adaptações na sua casa, pois sempre procura adequar-se às necessidades. Mas ainda assim é preciso mudar algumas coisas, como, por exemplo, as torneiras, que não podem ser de girar. “No meu caso, as melhores são as com alavancas ou as automáticas com sensor”, diz.

No banheiro, por exemplo, ele precisa de box com portas mais largas e com puxadores maiores. O chão deve ser preferencialmente emborrachado para evitar escorregões e tombos. As barras de suporte em alguns casos também são necessárias.

Kaíke conta que, atualmente, não encontra dificuldades dentro de casa. Para as pessoas que têm necessidades especiais e ainda não fizeram adaptações em casa, ele recomenda que procurem um especialista no assunto. “Hoje há vários com boa vontade, inclusive alguns voluntários”, finaliza.

 

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