27/06/2013

Casa destaca a união entre arquitetura moderna e a paisagem verde

Casa destaca a união entre arquitetura moderna e a paisagem verde

Fonte: Revista do ZAP

Materiais sóbrios, como o aço corten e o concreto, compõem a fachada deste imóvel de Joinville

O destaque do projeto desta casa de 401,43 m² em Joinville é o contraste entre a discrição no entorno em que está localizada e a surpresa de uma casa totalmente integrada e aberta para a área de preservação nos fundos. Essa discrição é acentuada pela construção em nível mais baixo com relação à rua e, principalmente, pelos materiais sóbrios que revestem os blocos, praticamente nenhuma esquadria para a frente do terreno.

 projeto verde

 

“A composição formada pelos volumes da fachada, seus materiais simples de revestimento e um paisagismo mais seco nos remetem aos ares desérticos da arquitetura modernista californiana dos anos 50 e 60″, ressalta o arquiteto Marcos José Deretti Lopes, um dos autores do projeto, executado em parceria com Luis Eduardo S. Thiago e Miguel Cañas Martins, do escritório Metroquadrado. Mas basta entrar na casa para encontrar uma atmosfera tropical e contemporânea, com vista para uma bela área verde.

O ponto de partida foi definido, principalmente, em função das características do terreno, bastante acidentado, e sua insolação. Portanto, toda a parte de serviços está localizada logo na entrada, voltando as áreas íntimas, de lazer e convivência para os fundos do terreno, com vista para uma área de preservação e com melhor orientação solar.

Discreta para quem olha da rua, a casa tem poucas aberturas, que aparecem em um jogo de volumes criados para a fachada principal, que recebeu revestimentos diferentes: concreto aparente rústico, aço corten e pintura em reboco liso. A estrutura é de alvenaria e concreto, e as esquadrias, de alumínio com pintura preta.


Acabamento in natura
“Cada volume da casa identifica espaços determinados conforme seu uso. Por isso, trabalhamos a expressividade dos materiais e suas propriedades simbólicas em cada bloco. A garagem, por exemplo, localizada no meio nível, foi mantida em concreto aparente rústico. Muito mais do que um efeito estético, o material foi escolhido como uma estratégia estrutural para vencer o vão e conseguir a espessura esbelta que se pretendia”, explica o arquiteto Luis Eduardo S. Thiago.

Optou-se por manter o concreto in natura, sem reboco, sem pintura. O mesmo aconteceu na sala de estar, que propunha um espaço livre de modismos, mais despojado. “Para nós, estava claro que neste ambiente não poderia haver gesso ou qualquer outro forro. O teto deveria evidenciar a verdade dos materiais, sendo a própria laje de concreto aparente, fazendo da arquitetura a protagonista.”

O aço corten ganha destaque como revestimento do volume que concentra a circulação vertical da casa. Com o tempo, o material tende a modificar suas tonalidades, o que dará uma dinâmica visual muito interessante à residência.

“Neste projeto, buscou-se a elegância com o uso de poucos materiais. Acabamentos simples e em seu estado natural, como o concreto aparente e o aço corten. As cores escuras utilizadas, como o preto, ajudam a transmitir uma sensação mais acolhedora, em contraponto com a frieza do aço e do concreto “, diz Miguel. O projeto de interiores foi feito por foi feito pela Aneliza Bozzola. A obra foi executada pela LHW Engenharia.

Distribuição interna
Tirando partido da topografia em desnível do terreno (com aproximadamente seis metros de diferença entre a parte mais alta e a mais baixa), os arquitetos responsáveis pela obra, Marcos José Deretti Lopes, Luis Eduardo S. Thiago e Miguel Cañas Martins, do escritório Metroquadrado, construíram o acesso dos veículos e pedestres levemente mais baixo que o nível da rua. “A partir dele situamos a área íntima dos dormitórios meio nível acima, ficando a área social e de lazer meio nível abaixo. Esse detalhe permitiu voltarmos as salas de jantar, cozinha e estar para a face Norte”, explica Marcos. Além disso, a cota mais baixa dessas áreas integradas garantiu um contato mais próximo com a área verde.

A sala de estar tem pé-direito alto, integrada com a sala de jantar e um espaço gourmet. Este último conecta-se com a cozinha. As esquadrias desses ambientes são grandes planos de vidro, formados por portas de correr que permitem receber grande iluminação e uma bela vista.

Toda ventilação é cruzada. Na sala de estar, por exemplo, que é integrada com o espaço gourmet e de jantar, existem dois grandes painéis de vidro, garantindo boa luminosidade no ambiente com pé-direito alto e uma ventilação constante.

 

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Tags: arquitetura

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