21/01/2010

Casa própria: internet ajuda a fechar 30% dos negócios

Fonte: Jornal da Tarde
Construtoras investem cada vez mais na internet (Foto: Divulgação)
Construtoras investem cada vez mais na internet (Foto: Divulgação)

A internet tem se mostrado uma aliada cada vez mais presente na hora de se comprar a casa própria. Hoje, os negócios realizados com a ajuda do meio online correspondem, em média, a 30% de tudo que é vendido pelo setor. Há três anos, a participação da internet não chegava a 10% dos contratos assinados. Para este ano, esse volume pode ultrapassar os 35%.

A legislação brasileira não permite que a compra de um imóvel seja realizada totalmente pela internet. No entanto, quase todo o processo pode ser feito de forma virtual, desde conhecer o projeto a até o envio de documentação.

O engenheiro civil Carlos Eduardo Paiva Reyes, 25 anos, economizou tempo ao buscar um imóvel pela internet. “Comecei com as pesquisas e utilizei o corretor online. Com esse auxílio, consegui todas as informações que precisava. Só conheci o empreendimento pessoalmente no dia em que assinei o contrato”, diz ele, que comprou um apartamento no bairro de Pirituba.

Reyes conta que estava há seis meses procurando um imóvel, mas não tinha tempo de ir aos plantões de venda. “Com a internet, não só vi as fotos como obtive todas as informações, valores e forma de pagamento pelo atendimento online. Também mandei meus documentos por e-mail. E a mesma pessoa que tirou as dúvidas pelo do site foi a que me atendeu pessoalmente, o que achei muito bom”, comenta.

O casal Alexandre Regi Lozei Moreira, 25 anos, e Thais Caes Molina, 21 anos, também preferiu a internet para encontrar e comprar um imóvel em Santo André. “Economizamos tempo e gasolina. Em um mês fechamos o negócio”, afirma. “Mas em sites em que não há informação e atendimento online, só me decepcionei no plantão de vendas porque não era o que queria”, completa.

Pensando em atingir o maior número possível de potenciais compradores, as construtoras e empresas de vendas investem cada vez mais na internet. No site da Living, braço de imóveis considerados econômicos da Cyrela, o mês de outubro de 2009 registrou a marca de 75 mil visitas, das quais 10 mil foram contatos por meio de chat com corretores. “Em um plantão não é possível atender tantas pessoas assim. Por isso queremos inovar cada vez mais nessa área e o próximo passo é permitir acesso ao conteúdo via celular”, explica Gilson Hochman, diretor de vendas da Cyrela.

O site da consultoria de imóveis Lopes registra cerca de 1,2 milhão de visitas por mês e até 4% se convertem em atendimento online. “A internet corresponde 35% a 40% de nossas vendas. Conseguimos atingir desde o público de produtos econômicos até o alto padrão com o site e corretores virtuais”, diz Adriana Sanches, gerente de marketing da empresa.

Para Marcelo Bigucci, diretor de marketing da construtora M. Bigucci, a internet também é um modo barato de divulgar os produtos e contatar os clientes. Ele acredita que o site atinja um volume maior de possíveis compradores do que as propagandas e material de divulgação. “Hoje, todo mundo tem acesso à internet”, diz. A empresa tem 15% de suas vendas realizadas por meio virtual.

O vice-presidente de mercado imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), o Odair Senra, afirma que otrabalho virtual também melhora o relacionamento entre consumidores e corretores. “Por muito tempo, a visão que se tinha era de que os corretores eram chatos, que ficavam ligando atrás de clientes desinteressados. Mas com a internet, quem procura é o cliente e não o profissional de vendas”.

DIVULGAÇÃO ONLINE – As construtoras têm usado todos os recursos possíveis na internet para ganhar espaço e fazer novos clientes. Nessa estratégia entram as redes sociais como Orkut e os sites de busca.

Uma das empresas que recorrem a essas ferramentas é a construtora Plano e Plano, que tem um canal no YouTube em que o consumidor pode ver os empreendimentos, apartamentos decorados e até depoimentos de outros clientes. De acordo com a gerente de marketing da companhia, Adriane Cardoso, já são mais de 33 mil acessos aos vídeos.

Em 2008, a Plano e Plano registrou 300 mil acessos em seu site principal e nos dos empreendimentos. Em 2009, esse número foi para 1,552 milhão. “Foram 18 mil contatos no ano passado, volume 65% maior do que o período anterior”, afirma.

A construtora MRV também investe na divulgação de seus empreendimentos em redes sociais como Facebook e Twitter. “É uma forma de ter mais canais de contato com o consumidor, principalmente a classe C e D, que usa a internet cada vez mais”, comenta o gestor de marketing, Rodrigo Resende. A MRV também mantém o atendimento de corretores 24 horas. “Verificamos que as pessoas fazem as pesquisas no período da noite e no começo da madrugada. Por isso precisamos ter alguém para atender”, explica o gestor.

A Rossi obteve um crescimento em número de acessos ao site, resultado também de investimento em sites de busca como o Google e o Yahoo. “Passamos de 110 mil visitas mensais em janeiro de 2008 para 300 mil em dezembro do ano passado. Mas como temos um índice de 15% dos negócios realizados que usam a internet como contato, índice abaixo do mercado, ainda temos muito o que crescer nessa área”, afirma Marco Adnet, diretor nacional de vendas da construtora.

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1 Comentário

  1. Realmente tenho observado que a partir da criação do meu site, os contatos tem sido diários, sobre novas informações, a internet, está demonstrando uma ferramenta de trabalho para minha profissão, pois o primeiro contato tendo resposta imediata, o cliente sente satisfação no atendimento .

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