26/03/2008

Casa própria que cabe no seu bolso

Fonte: Jornal da Tarde

Confira quanto o banco pode emprestar para a compra de acordo como patamar salarial do consumidor

Nos últimos 12 meses, o crédito para financiamento da casa própria ganhou novo alento. Alguns bancos aumentaram os prazos de financiamento de 20 ou 25 anos para 30 anos, bem como os valores de limites de financiamento. Levantamento realizado pelo Jornal da Tarde, junto a alguns dos principais bancos de varejo do País, mostrou que atualmente um consumidor que tenha uma renda de R$ 2 mil e deseje um imóvel na faixa dos R$ 100 mil pode financiar até R$54,4 mil.

Essa é uma possibilidade encontrada no HSBC, a juros anuais 7,7% da primeira até a 36ª prestação. Da 37ª até a última, de um total de 240 parcelas (20 anos) , ele pagará 10,5% ao ano. Para amesma faixa de renda e valor do imóvel, o Bradesco empresta até R$ 50,8mil, a Caixa Econômica Federal, R$ 50 mil e o Santander, R$ 45,7 mil. Mas as condições do financiamento variam de banco para banco.

O levantamento considerou sempre um prazo de financiamento de 240 meses (20anos) e também solicitou aos bancos simulações para o mesmo prazo para rendas mensais
de R$ 3 mil, R$ 3,5 mil, R$ 4 mil e R$ 5 mil . Responderam os
cinco bancos citados na reportagem. Banco do Brasil, Nossa Caixa, Unibanco e Itaú não informaram suas linhas de financiamento.

Conforme as simulações feitas pelos bancos, uma família com renda mensal de R$ 3 mil interessada em uma casa ou apartamento de R$100 mil encontra financiamento para até R$ 80 mil, o equivalente a 80% do valor total.

Para imóveis na casa dos R$ 120 mil, o valor do financiamento chega a R$ 96 mil, mas neste caso para famílias com renda mensal de R$ 5 mil. Para famílias com renda menor, de R$ 2 mil, que estejam de olho em um imóvel de R$ 120 mil,
têm opções até R$ 54.200.

A simulação também incluiu imóveis no valor de R$ 150 mil e o
maior financiamento encontrado para 240 meses é oferecido pela Caixa, no valor de R$120 mil.

Condições fazem a diferença

De acordo com José Pereira Gonçalves, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), as ofertas a os consumidores são muitas,
mas é preciso verificar atentamente as condições de cada financiamento, principalmente as taxas de juros, que variam de acordo com os valores tomados e com os períodos de empréstimo. Entre os bancos consultados, os porcentuais ficam entre 6% e 12% ao ano nos prazos máximos de financiamento,
situados entre25 e 30 anos.

Gonçalves destaca ainda que o volume de crédito só com recursos da poupança tem crescido no súltimos anos e deve chegar a R$ 25 bilhões até o fim de 2008, 38,9% acima de
2007. Isso permite que mais pessoas consigam financiar a casa
própria e o mercado está aquecido.

Além disso, segundo o presidente da Abecip, com a mudança da legislação em 2004,os bancos passaram a ter mais garantia quanto ao crédito imobiliário concedido. Ele cita como exemplo o fato de o imóvel só passar para o nome do comprador quando ele paga a última prestação.“Isso dá mais segurança a quem empresta”, diz.

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