10/02/2010

Casa sustentável projetada por estudantes brasileiros concorre na Espanha

Fonte: O Globo
Fachada da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras (Foto: Divulgação)
Fachada da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras (Foto: Divulgação)

Rio de Janeiro – As portas da casa podem ser deslocadas por toda a fachada, para serem posicionadas de acordo com a incidência do sol. Persianas especiais são instaladas nas janelas para permitir a entrada de luz sem deixar que o calor passe para os ambientes. Tudo é flexível para aproveitar ao máximo a energia solar. Foi partindo desse conceito que estudantes brasileiros de seis universidades criaram, juntos, a Casa Solar Flex. O projeto participará da competição internacional Solar Decathlon Europe (SDE), que acontecerá em junho deste ano, em Madri, na Espanha. A casa foi toda planejada para ser energeticamente sustentável e, depois de transportada até a capital espanhola em contêineres, será construída em apenas sete dias.

“A gente mandou uma proposta no início de 2008. A ideia era, além de investir em tecnologias sustentáveis, mudar os hábitos dos moradores. A partir daí, começamos a desenvolver o projeto. A casa foi construída para um casal, mas pode servir de residência temporária e até de hotel”, diz José Ripper Kos, coordenador da parte de arquitetura do projeto.

Varanda da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras
Varanda da Casa Solar Flex, criada por estudantes de seis universidades brasileiras

Com 70 metros quadrados de área construída, a casa, feita de material pré-fabricado, tem sala de estar, dormitório, cozinha e área externa. No centro da residência, há uma tela para mostrar ao morador todo o funcionamento dos ambientes. Através de um sistema de automação, painéis fotovoltaicos da fachada são acionados de acordo com o posicionamento do sol para aproveitar ao máximo a energia solar. Além disso, informações sobre a meteorologia ficam disponíveis para que o morador possa controlar a entrada de luz nos ambientes.

Soluções como captação de água da chuva, espaço para armazenamento de resíduos e fundações superficiais tornam a casa autônoma e reduzem a praticamente zero seu impacto no meio-ambiente. O que possibilita que ela seja instalada nos locais mais remotos, desprovidos de infraestrutura. E é por isso que, de acordo com José Ripper, o grupo de estudantes responsável pelo desenvolvimento do projeto pretende, através de subvenção do governo, atender regiões no Brasil que não tenham energia elétrica.

Casa Solar Flex, projeto de alunos de seis universidade brasileiras
Casa Solar Flex, projeto de alunos de seis universidade brasileiras

“Esta casa foi planejada para se adaptar ao clima espanhol, o que pode encarecer o custo de sua construção. Mas, com algumas adaptações e auxílio de programas do governo, podemos reduzir os gastos da casa, torná-la economicamente viável às populações de lugares onde a energia elétrica é parca ou inexistente”, adianta o arquiteto.

O grupo, chamado de Consórcio Brasil, é composto por alunos das universidades federais do Rio (UFRJ), Minas Gerais (UFMG), Santa Catarina (UFCS) e Rio Grande do Sul (UFRGS), além das estaduais de Campinas (Unicamp) e São Paulo (USP). Para montar o projeto ideal, o consórcio fez um concurso interno, em que estudantes das seis universidades entregaram seus próprios projetos. O júri foi composto por professores de todas as universidades e da Politécnica de Madri.

Esta é a primeira vez que o Brasil participa do evento. Durante a competição, estudantes de Madri ocuparão as casas participantes do evento para desempenhar atividades diárias da casa. A partir daí, será escolhido o vencedor.

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8 Comentários

  1. Torço pelo sucesso dos estudantes em Madri, e por essa maravilhosa demonstração de trabalho em equipe à distância.

  2. Tudo bem, entretanto, qual o medo de colocar o custo desses imóveis? Qual o medo ou a imbecilidade de ser mais franco com a propaganda de determinado imóvel? O preço é proibido bem como a metragem do imóvel, a qualidade e o terreno ficou fora? Mostrar a casa e o preço é bom, entretanto, devemos dizer que o terreno ficou fora ou não? O brasileiro continua idiota para determinada parte da propaganda? Está igual ao PT encontra iniumigo até nas falcatruas feita por eles. Parem com isso.

  3. A realidade brasileira está com um déficit muito acentuado em moradia, embora as medidas de incentivo do governo!!Com essas novas tecnologias e otimização de material e espaço, acredito nessa nova geração. Sucesso pra nossos estudantes empreendedores!!!

  4. Parabéns aos mentores do projeto! Espero que conquistem bastante espaço na mídia, e que o governo se envolva seriamente com o projeto, que pode ser uma mudança de paradigma na construção civil. Apresentando soluções econômicas e ambientais. Sucesso!

  5. Parabens a esse pessoal maravilhoso , que mostra o que a tecnologia pode fazer para modificar a situação dos menos favorecidos no brasil , encheu meus olhos , tamanho trabalho , o governo deveria incentivar alunos e mestres como vcs e aplicar essa aprendizagem em prol da população de baixa renda , o que vi sinceramente, foi uma casa de alto padrão , muito elegante a um preço super razoavel,parabens a essa turma que mostra a beleza de uma arquitetura economica e acessivel as pessoas não só aos de baixa renda mas em geral , pois tenho interesse em adquerir , uma para mim

  6. Parabéns pela iniciativa,pelo trabalho, no Brasil poucas pessoas tem coragem de iniciar algo novo e quando aparece alguem com iniciativa são criticados, parabéns novamente, vão em frente…..

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