15/12/2006

Cautela ainda é melhor negócio

Fonte: Jornal da Tarde

Especialista em flats diz que é boa hora de comprar, mas adverte que retomada ainda está longe do ideal

Especialistas na administração de flats em São Paulo recomendam cautela para escolher o investimento mais adequado em um setor cuja recuperação ainda está distante do ideal.

Orlando de Souza, diretor de operações do Accor Hotels, que administra a rede Mercure Apartments, uma das maiores cadeias de flats do País, acredita que expectativas muito grandes podem virar frustração em pouco tempo. “Esse mercado é uma diversificação da carteira de investimentos. Não é a salvação da aposentadoria, pois pode sofrer um revés no futuro, mas é uma boa hora para se comprar”, avalia.

Em comparação com os anos de crise, quando “os flats rendiam R$ 100 por mês ou nem rendiam nada”, o mercado melhorou consideravelmente desde meados de 2005. “Hoje a rentabilidade média é de R$ 500, R$ 600. Uma rentabilidade adequada seria de R$ 1 mil por mês, mas isso precisa de uma taxa de ocupação adequada para se tornar realidade”, aposta Souza.

Cuidados

Comprar um flat e passar a lucrar sem ter de se preocupar com fiadores, contratos e outras burocracias dos contratos tradicionais é uma tarefa que exige cuidados. Antes mesmo de fechar o negócio, o comprador deve verificar se o imóvel já faz parte do ‘pool’ de locação – sistema em que várias unidades são administradas por uma empresa hoteleira, que se encarrega de cobrar os aluguéis, pagar as despesas e distribuir os lucros.

Souza lembra que, antes de entrar no sistema associativo, os imóveis devem atender a algumas exigências. “Existem regras para se fazer parte do ‘pool’. Se houver o interesse em participar dele, o comprador deve fazer antes um contato com a Accor para checar se a unidade já está incluída. Quando o apartamento não faz parte, ele tem de estar ciente de que terá gastos adicionais para redecorar a unidade e preencher os requisitos da rede.”

Quem decide administrar a própria unidade, deve estar ciente de que não é permitido fazer locações e cobrar diárias. A legislação não permite que pessoas físicas atuem como empresas hoteleiras. Nesses casos, é preciso fazer um contrato de locação tradicional, com as exigências legais específicas.

Público

Os freqüentadores de um flat são, em linhas gerais, parecidos com os dos hotéis menos luxuosos que recebem executivos e alugam quartos convencionais. A diferença fica por conta de uma atmosfera mais ‘caseira’ que os apartamentos com sala e cozinha separadas do quarto tratam de criar.

“Quando o cliente já conhece o flat, e decide ficar um tempo maior na cidade, pode optar por ele. Ali é possível pedir a comida pelo sistema delivery e também encontrar o vizinho saindo para passear com o cachorro”, ressalta Souza.

 

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