17/04/2009

CEF deve revisar projeção de crédito imobiliário para cima

Fonte: Agência Estado

Revisão do valor, estimado inicialmente em R$ 27,5 bilhões, será feita devido ao pacote habitacional do governo

Rio de Janeiro – A Caixa Econômica Federal (CEF) deve revisar para cima a projeção de crédito imobiliário para esse ano, inicialmente estimada em R$ 27,5 bilhões, segundo a presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, devido ao impacto do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. De acordo com ela, a estimativa já era 25% superior ao apurado em financiamento habitacional no ano passado (R$ 22 bilhões).

A CEF ainda não tem uma nova projeção a ser anunciada, porque o andamento do programa depende de articulações entre Estados, municípios e empresas para a construção de empreendimentos imobiliários – articulações essas que agora começam a ser feitas, com a implementação de convênios e parcerias. Nesta sexta, foi assinado o termo de adesão da CEF com a prefeitura do Rio de Janeiro para o programa Minha Casa, Minha Vida – Rio lançado oficialmente na cidade fluminense nesta tarde.

A executiva comentou que, somente por conta do programa, o número dos acessos ao site da CEF para simulações de financiamentos habitacionais mais que quadruplicou, passando de 74 mil acessos diários para 430 mil acessos diários. “Somente ontem, tivemos mais de um milhão de acessos”, afirmou a presidente. Ela destacou ainda que, também impulsionado pelo aumento de interessados no programa, o crédito habitacional da CEF no primeiro trimestre deste ano aumentou 119% em relação a igual período no ano passado, totalizando R$ 7 bilhões. “Esse montante é superior a todo o crédito imobiliário que oferecemos durante o ano de 2004”, disse.

No caso do Rio de Janeiro, a previsão da prefeitura é de que 100 mil unidades sejam construídas no âmbito do programa, em um prazo de quatro anos. “A meta do Rio de Janeiro é ambiciosa”, classificou a presidente da CEF. Também presente ao momento de assinatura do termo de adesão, o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes comentou que o programa é uma solução adequada ao crescente problema de favelização da cidade, visto que a principal fatia de interessados a serem atendidas pelo Minha Casa, Minha Vida são pessoas de baixo poder aquisitivo, com renda entre 0 a 3 salários mínimos.

No evento, o prefeito do Rio anunciou ainda ter renovado, na semana passada, o convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a implementação do Favela Bairro 3. “Serão mais R$ 600 milhões para o programa, que é um bom programa, mas gastaríamos muito menos dinheiro com ele (com o programa) se houvesse novas alternativas em termos de política habitacional, como essa que estamos lançando hoje”, afirmou.

No âmbito federal, a previsão é de que o programa movimente R$ 34 bilhões, e promova a construção de um milhão de moradias no país.

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