02/09/2009

CEF emprestou à construção R$ 23,2 bi no ano, afirma Lula

Fonte: O Estado de S. Paulo

Presidente desafiou empresários a construir 1 milhão de habitações, meta do programa “Minha Casa, Minha Vida”

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta última terça-feira, 1, que, no acumulado de janeiro a agosto deste ano, a Caixa Econômica Federal (CEF) emprestou à construção civil R$ 23,2 bilhões, mais do que em todo o ano passado, o que ele considerou “excepcional”. Na abertura do 81º Encontro Nacional da Indústria de Construção Civil, na noite desta última terça-feira, no Rio de Janeiro, Lula desafiou os empresários do setor a construir um milhão de habitações, meta, sem prazo, do programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”.  

“Quero cadastrar um milhão de casas até 2010, mas não quero saber quantas vamos cadastrar, quero saber quantas vamos construir”, disse ele, pedindo as habitações prontas “para ontem”. Segundo o presidente, não falta dinheiro, mas às vezes falta projeto. Lula contou que os empresários, inicialmente, propuseram construir 200 mil habitações no programa. 

De acordo com Lula, em seu governo o patamar da construção civil mudou e o setor ainda terá no futuro as obras ligadas à Copa do Mundo de 2014. Também disse que anunciará um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em janeiro do ano que vem e que em 2015 o Brasil precisará de outro PAC. 

Lula também afirmou no discurso que “este País tem de fazer mais”. Para Lula, “este País pode se tornar uma das economias mais importantes do mundo, mas isso não depende só do presidente da República, depende de todos os brasileiros”. 

Ele afirmou ainda que aprendeu que o Brasil não é só construído por trabalhadores, mas também por empresários que tem o capital e empregam os trabalhadores. O presidente ainda disse que o Brasil “não precisava ter passado pela crise que passou” e que alguns setores se acovardaram por medo, que teria sido suscitado pela imprensa. Lula citou que a indústria automobilística ficou parada em novembro e dezembro (de 2008) e comemorou o crescimento generalizado da produção industrial em julho de 2009.

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