21/11/2011

Cidade de Porto Alegre é museu arquitetônico a céu aberto

Cidade de Porto Alegre é museu arquitetônico a céu aberto

Fonte: Revista do ZAP

Centro da capital gaúcha traz diversos prédios históricos de diferentes estilos arquitetônicos

A cidade Porto Alegre, especialmente sua região central, é um museu arquitetônico a céu aberto. Quem caminha pelo Centro da cidade pode observar prédios históricos com diferentes estilos arquitetônicos, refletindo influências que fizeram época na capital gaúcha. Aproveitando isso, o Pense Imóveis separou dez construções de destaque para você se inspirar e, quem sabe, aproveitar seu tempo livre e fazer um passeio pela história da arquitetura de Porto Alegre.

Biblioteca Pública
A construção da Biblioteca Pública de Porto Alegre, na esquina das ruas Riachuelo e General Câmara, começou em 1912, com projeto de Affonso Hebert. Porém, o projeto original sofreu alterações para agradar aos positivistas que dominavam a política neste mesmo. Medalhões com efígies de celebridades da literatura foram substituídos por figuras históricas cultuadas por Augusto Comte, criador do Positivismo.

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A primeira fase da construção foi finalizada em 1915, completando o bloco de frente à Rua Riachuelo. Em 1919, foi iniciada a ampliação da parte dos fundos, sob responsabilidade do engenheiro Teófilo Borges de Barros. A estrutura foi terminada apenas em 1921, quando se passou à decoração. O diretor da biblioteca e poeta Victor Silva, que ficou incumbido desta parte, inspirou-se na Igreja Saint Geneviève de Paris.

Casa de Cultura Mario Quintana
O prédio da Casa de Cultura era, originalmente, um hotel de luxo, chamado Hotel Majestic. Foi lá, entre 1968 e 1982, que o poeta Mario Quintana viveu. O prédio, projeto do arquiteto alemão Theodor Wiederspahn, foi o primeiro grande edifício de Porto Alegre em que se utilizou concreto armado.

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Em 1980, o antigo prédio do Majestic foi comprado pelo Banrisul. Dois anos mais tarde, o Governo do Estado do Rio Grande do Sul adquiriu o Majestic do Banrisul. Em 1983, o prédio foi considerado patrimônio histórico, tendo início, então, sua transformação em Casa de Cultura.

A obra de transformação física do Hotel em Casa de Cultura, entre elaboração do projeto e construção, foi de 1987 a 1990. O projeto arquitetônico foi assinado pelos arquitetos Flávio Kiefer e Joel Gorski, que tiveram o desafio de planejar 12 mil metros quadrados de área construída para a área cultural, em 1.540 metros quadrados de terreno. A casa foi reaberta em setembro de 1990.

Catedral Metropolitana
O arquiteto João Batista Giovenale, então professor da Academia de Belas Artes – São Lucas – de Roma, e membro da Comissão de Arte Sacra da Basílica de São Pedro, foi o responsável pelo projeto da Catedral. Sua construção durou de 1921 a 1972, mas Foi apenas em 1986, a Catedral pôde ser consagrada e dada como concluída.

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A obra chama atenção por vários motivos, como por suas linhas arquitetônicas e pelo material empregado, o granito róseo de Teresópolis. O contraste de três corpos salientes (frontispício e torres) com intervalos na altura dos terraços sobre as naves laterais dão movimento à construção. A profundidade e contraste entre claro e escuro são garantidos pela parte central e pelos grandes vãos.

Com 65 metros de altura ao nível da Praça da Matriz, a cúpula da Catedral também se destaca. Ela tem um diâmetro interno de quase 18 metros, sendo maior que o da cúpula de Santo André della Valle, em Roma (16,50 metros), a maior cúpula romana até então, depois da de São Pedro, que tem 42 metros de diâmetro.

Chalé da Praça XV
Tombado em 1998, o Chalé foi fabricado em aço desmontável inglês e chegou a Porto Alegre em 1911. Funcionando como restaurante desde então, a construção traz referências do art-noveau, explorando materiais como o ferro e o vidro.

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Destaque para os gradis de ferro com motivos florais, para as peças metálicas (grades e pilares) e para o painel externo de madeira e vidro. A edificação é composta de dois pavimentos em planta octogonal, mais subsolo e mezanino, totalizando 195,23 metros quadrados de área construída fechada.

Galeria Chaves
O projeto da galeria comercial mais antiga de Porto Alegre foi feito pelo arquiteto Fernando Corona, com colaboração de Nilo de Lucca, em 1936. A execução ficou a cargo de Azevedo, Moura & Gertum. Localizada entre a Rua dos Andradas e a Rua José Montaury, a galeria previa, originalmente, o uso comercial no andar térreo e residencial nos demais pavimentos.

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Hoje em dia, a construção consiste no porão, no pavimento térreo (onde passa a galeria comercial, iluminada por uma clarabóia e vitrais), o entre-solo e mais quatro pavimentos superiores (destinados a comércio e serviços).

Externamente, o prédio é revestido por pó de pedra em tom grafite, com esquadrias em verde escuro. A fachada junto à Rua da Praia faz referências aos modelos de palácios renascentistas, com sua forma cúbica e o grande portal de entrada e sua cornija. Além do portal na entrada ser acompanhado duas colunas de granito, o primeiro pavimento também traz quatro colunas do mesmo tipo.

Em abril de 1986, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre tombou o prédio da Galeria Chaves.

Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (Margs)
O prédio ocupado atualmente pelo Margs na Praça da Alfandêga tem quase 5 mil metros quadrados e foi projetado pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn. Construído em 1913 para abrigar a Delegacia Fiscal, ele passou a ser sede do Margs em 1978. A construção oponente com seus vitrais e mármores era símbolo do ideal de progresso da república positivista gaúcha do início do século passado.

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O prédio foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1981. Três anos mais tarde, passou a integrar o patrimônio cultural do Rio Grande do Sul. Em 1985 foi contemplado com o tombamento definitivo.

Mercado Público
Projeto do arquiteto alemão Friedrich Heydtmann, o Mercado Público teve sua construção concluída em 1869. De estilo neoclássico, o prédio passou por diversas transformações ao longo dos anos dos anos. Originalmente tinha um único pavimento que abrigava armazéns, bares, açougues, fruteiras, restaurantes, barbearias, entre outros.

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Com a construção de um novo pavimento, em 1912, a fachada do mercado também foi alterada dando a ele a aparência que tem hoje. O prédio passou por momentos difíceis, em sua história, como enchente de 1941, os incêndios de 1976 e 79 e as constantes idéias de demolição. Mas o Mercado Público e, desde 1979, é Patrimônio Histórico Cultural de Porto Alegre.

Paço Municipal
O edifício foi construído entre os anos de 1889 e 1901 para ser sede da Intendência de Porto Alegre. Inicialmente, o projeto foi encomendado ao engenheiro Oscar Muniz Bittencourt. Porém, não foi aprovado ao ser submetido a Júlio de Castilhos, então governador do Rio Grande do Sul. O político, então, encarregou o arquiteto João Antônio Luiz Carrara Colfosco de desenvolver o projeto. O prédio representa bem o gosto pela suntuosidade e monumentalidade do Estado gaúcho durante o período positivista.

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A construção tem vários elementos simbólicos como os grupos de esculturas da fachada principal. Próximo à fachada da Avenida Borges de Medeiros, figura central representa a Liberdade, a da direita representa a História; o busto de Péricles, a Democracia; a figura da esquerda representa a Ciência.

Próximo à fachada da Rua Uruguai, há a figura central representando a Agricultura, a da direita representando o Comércio e a da esquerda, a Indústria. Além destes dois grupos encontram-se duas figuras isoladas que representam a Justiça e a República. Na fachada da torre existem dois bustos, o da esquerda é de José Bonifácio e o da direita é do Marechal Deodoro da Fonseca. No centro está o Brasão da República.

O Paço Municipal foi tombado pela Prefeitura de Porto Alegre em 1979.

Theatro São Pedro
Construído entre 1833 e 1858, o Theatro São Pedro é o teatro mais antigo de Porto Alegre. Localizada na Praça da Matriz, a obra foi executada por Filipe de Normann. Seu estilo neoclássico e decoração com veludo e ouro fizeram o São Pedro ser considerado uma das mais belas casas de espetáculo do Brasil.

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O Theatro, porém, passou por alguns problemas ao longo dos anos. Em 1973, foi fechado devido ao mau estado de conservação e às precárias condições de segurança. Ele só foi reaberto em 1984. Destaque para Eva Sopher, que assumiu a direção do local em 1975, com a tarefa de dirigir as obras de restauração e construção.

O prédio foi tombado em 1984 pelo então Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Juntamente com a área da Praça da Matriz e da Alfandega, o Theatro foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN ).

Viaduto Otávio Rocha
Seu projeto, feito pelos engenheiros Manoel Barbosa Assumpção Itaqui e Duilio Bernardi, foi aprovado em 1927. O Viaduto foi entregue à população em 1932, depois de fases de desapropriação e desaterro da área.

O Viaduto Otávio Rocha tem uma estrutura de concreto armado com três vãos, tendo os laterais 4,80 metros e o central, 19,20 metros. No centro da construção, há dois pórticos transversais em que se localizam localizados dois grandes nichos com esculturas de Alfred Adloff.

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Quatro rampas de acesso para pedestres ligam as avenidas Borges de Medeiros e Duque de Caxias. A parte inferior das rampas é ocupada por lojas de comércio e serviços e instalações sanitárias. Os passeios são revestidos de mosaicos de cimento, do tipo pedra portuguesa.

Em 1988, tombado pela Secretaria Municipal da Cultura (SMC) de Porto Alegre por suas características arquitetônicas e por sua relevância sociocultural.

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Tags: arquitetura

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