10/02/2008

Cinco séculos de casas brasileiras

Fonte: O Globo

Exposição, em São Paulo, reúne 250 móveis, agrupados segundo suas funções nas residências

Pela primeira vez, o Museu da Casa Brasileira (MCB), em São Paulo, expõe mais de 250 móveis de seu acervo, do século XVII ao XXI, agrupados de acordo com suas diferentes aplicações — dormir, sentar, rezar, guardar e servir. A mostra “A casa brasileira do MCB” ficará aberta do dia 13 de fevereiro até 30 de março.

 

Divulgação Zap o especialista em imóveisXVII – A cama de bilros, com as hastes em espiral pontuadas

 

 

Entre as peças em exposição, está, por exemplo, uma cama de bilros, feita de jacarandá, do século XVII. O móvel, que veio de Portugal, tem esse nome porque, nas extremidades, conta com hastes entalhadas em espiral pontiagudas, semelhantes a bilros (usados para fazer renda).

 

 

 

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisXVIII – A cômoda arcaz, feita de jacarandá, com marchetaria

 

Do século XVIII, uma cômoda arcaz, no estilo D. José I, que era muito comum em sacristias e grandes casas, chama a atenção. A peça apresenta um fino trabalho de marchetaria, em madeira mais clara que a do móvel.

 

 

Divulgação Zap o especialista em imóveisXIX – A cadeira sanitária, que tem tampa para esconder o penico

 

 

A campeã de audiência, por sua vez, deverá ser a cadeira sanitária, do século XIX: a estrutura é bem parecida com a de uma cadeira comum, exceto pela tampa no assento que, esconde o penico. Esse tipo de peça era usada nos quartos das casas mais abastadas até a instalação dos sistemas de esgoto.

 

 

 

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisXX – O aço passa a ser usado no design. O estilo é o art déco

 

 

Uma cadeira art déco é uma das representantes do século XX. Com encosto e assento estofados, tem base, braços e pernas de aço tubular vergado. Por sua resistência, o material permite que as linhas estruturais sejam diminuídas.

 

 

 

 

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisXXI – A poltrona Diz: robustez da madeira brasileira no design

 

— E, entre as peças do século XXI, está a vencedora do prêmio de design do museu em 2006, a poltrona Diz, de Sergio Rodrigues, que consegue ser confortável sem um único estofado — conclui Giancarlo Latorraca, diretor-técnico do MCB.

 

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