17/12/2006

Clube-residência é o novo filão do setor

Fonte: O Globo

Migração de construtoras para bairros pouco explorados consolida o conceito de moradia

Um ano de quebra de paradigma. Essa é a definição do presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, sobre o desempenho do setor em 2006. A avaliação se refere ao rumo tomado pelas construtoras, que passaram a apostar em novos bairros, levando para eles conceitos de moradias até então restritos a Barra e Zona Sul da cidade:

– Houve uma consolidação do conceito de clube-residência, de valorização de áreas verdes. Hoje, onde você vive é mais importante do que onde você mora – diz Vasconcelos, acrescentando que o mercado imobiliário vai dobrar nos próximos três anos.

Centro do Rio vive um período de ebulição

A paulista Klabin Segall reúne todas as tendências do setor: uniu-se à RJZ para entrar no Rio e ao Banco Pactual para atuar em Niterói, além de ter aberto capital e investido em bairros fora do eixo de interesse até então. Foi ela a responsável por um dos grandes sucessos do mercado imobiliário nos últimos anos ao vender, no fim de 2005, todas as 688 unidades do empreendimento Cores da Lapa em apenas duas horas:

– Nós nos especializamos em empreendimentos residenciais para todas as faixas de renda. Em 2007, temos previsão de novos lançamentos em Botafogo, Laranjeiras e São Cristóvão – diz o diretor da construtora no Rio, Flávio Ramos, acrescentando que as unidades serão destinadas a uma faixa de renda elástica. – Vão da baixa renda até a média alta.

E o Centro do Rio, segundo aposta do secretário municipal de Urbanismo, Augusto Ivan, não deve se restringir a empreendimentos residenciais:

– O Centro do Rio está sendo redescoberto. Além de prédios residenciais, vem crescendo o número de instituições de ensino, sem contar os hotéis e a proliferação de pontos de entretenimento.

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