01/07/2007

Coerência na concepção do projeto

Fonte: O Estado de S. Paulo

É importante entender para que serve o espaço onde está a parede na qual técnica será aplicada, diz arquiteto

Paulo Pinto/AEZap o especialista em imóveisTextura – “Na natureza, nada é tão rígido, tão reto”, afirma o arquiteto George Hochheimer

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nada de ter um cômodo que mais parece uma “caixinha branca”. Para dar uma sensação mais aconchegante ou mesmo sofisticada a um ambiente, a solução pode ser a aplicação de um revestimento na parede.

“Na natureza, nada é tão rígido, tão reto e tão branco”, destaca o arquiteto George Hochheimer, que utilizou na própria casa a técnica do revestimento. Ele sugere ousadia na concepção de um ambiente. “Às vezes, você lidar com o inusitado pode ser interessante.”

Uma das idéias é colocar texturas e tons mais quentes em uma das paredes, com elementos que remetam à natureza. De acordo com a incidência da iluminação, rugosidades e sulcos formam sombras que transmitem sensações diversas. Papéis de parede que imitam texturas também podem servir a este propósito.

A arquiteta Débora Aguiar também recomenda estes tipos de revestimento. “Como alternativas mais econômicas e também muito bonitas estão as pinturas, desde o látex acrílico fosco, que é o que eu mais gosto, até as pinturas especiais, como o estuque veneziano, e as texturas, como terracor”, afirma.

Se a opção para o revestimento for madeira, Hochheimer apela para a consciência ecológica do cliente e pede que sejam escolhidos fornecedores de produtos certificados. O arquiteto também sugere que se deixe os modismos dos tipos de madeira de lado e se opte pela diversidade. “Quanto mais diversificada for, você diminui as chances de uma madeira específica se extinguir.”

Adepta do reaproveitamento de materiais nos seus projetos, Débora utiliza no revestimento madeiras de demolição, em réguas irregulares ou tábuas largas, como de peroba lavada, canela, peroba escurecida e cedro escurecido.“Podemos ainda utilizar painéis em couro de diversas formas: despontado, drapeado e ranhurado. Pode ser estofado com espuma por trás, para dar mais aconchego e isolamento acústico.”

Atraente

“Os tecidos são uma opção bem atraente e que gosto bastante pois as larguras são maiores que do papel de parede e percebemos bem menos as emendas”, explica a arquiteta. Os materiais indicados por ela vão desde o linho e seda, ao ultrasuede (espécie de camurça sintética). “Tudo valoriza e muito um ambiente, conferindo-lhe conforto, aconchego e sofisticação”, garante Débora.

Para dar um clima mais rústico ao ambiente, a arquiteta indica um revestimento de tijolinho. “Gosto da colocação de topo e sem rejunte, pois parece uma parede antiga e fica lindo com a colocação de outros elementos na decoração que enfatizem ainda mais o contraste rústico e sofisticado”, observa.

Seja qual for o tipo de revestimento, é fundamental, salienta Hochheimer, a coerência na concepção do projeto. “O importante é que a pessoa entenda para que serve o espaço onde ela vai revestir a parede.”

Funcionais

Paredes de ambientes com áreas molhadas também podem receber revestimentos, chamados, neste caso, de funcionais, que apresentam resistência à umidade e à lavagem. Eles são apropriados para banheiros, cozinhas, áreas de serviço e garagens. Os mais indicados por Débora são os cerâmicos, porcelanatos, pedras como mármore e granitos, e pinturas resistentes a água, como o epóxi.

 

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