06/11/2012

Colunistas InfoZAP de novembro

Fonte: ZAP Imóveis

Colunistas InfoZAP de novembro

 

LEGISLAÇÃO
Construção deve seguir estritos limites do Poder Público

Recentemente, as notícias de que alguns shoppings centers de São Paulo seriam fechados despertou na população a dúvida sobre como é possível um empreendimento já construído ter o alvará ou a licença cassada. Para entender tais episódios, é preciso esclarecer que tanto o alvará como a licença são atos administrativos que refletem autorizações do Poder Público para que se possa fazer algo. Em relação a imóveis, o alvará, que possui várias modalidades (demolição, reforma, construção), permite ao proprietário ou ao incorporador realize um determinado ato em relação a sua construção. Quanto à licença, ela é utilizada no setor imobiliário para autorizar o funcionamento de determinado negócio ou atividade.

Uma das infrações mais comuns cometidas, e que podem gerar a cassação de um alvará, é a construção de área maior do que aquela autorizada pela lei e pelo Poder Público. Quanto à licença de funcionamento, podem ser causas comuns para sua cassação o próprio desvio construtivo (ou seja, a construção do imóvel em desacordo com o aprovado pelo Poder Público e pela lei) e o exercício de atividade diversa daquela aprovada. Por isso, construtoras, incorporadoras ou mesmo aqueles que, depois da obra pronta, queiram exercer uma atividade empresarial, devem respeitar a legislação edilícia pertinente, construindo ou reformando nos estritos termos e limites concedidos pela autoridade competente, assim como exercendo suas atividades também dentro de tais parâmetros. Com isso, surpresas e aborrecimentos como a cassação do alvará ou da licença são evitados.

Manuel Inácio Araujo Silva (manuel@araujosilva.com.br) é advogado, sócio do escritório Araujo Silva Prado Lopes Advogados (www.araujosilva.com.br)

 

URBANISMO
Verticalização evita expansão desordenada

A verticalização dos bairros consiste na construção de edifícios em bairros antes ocupados por casas, associada ao desenvolvimento imobiliário. As críticas à verticalização em São Paulo concentram-se nos seguintes argumentos: 1) o aumento do trânsito, devido ao deslocamento de quem reside nos edifícios, lembrando que a frota de carros cresce 7% ao ano na capital; 2) o aumento da densidade demográfica; 3) o risco à preservação da memória paisagística-social – a transformação incomoda alguns, mas o maior problema é construir edifícios sem identificação com o lugar ou murados, que dão as costas para o bairro. O Conjunto Nacional, na avenida Paulista, é um exemplo da boa verticalização, pois promoveu o encontro das pessoas e foi realizada sobre os antigos casarões; 4) a falta de infraestrutura eficiente – “Verticalizar toda a cidade na matriz das velhas casinhas é uma estupidez”, disse certa vez o arquiteto Paulo Mendes da Rocha.

De fato, São Paulo é uma cidade que se transformou sob a intensa demanda migracional, sem o devido planejamento. Mas a verticalização permite a formação de centros urbanos organizados e evita uma expansão horizontal desordenada. Por isso é considerada uma opção mais racional que o espraiamento da mancha urbana, otimizando o aproveitamento da infraestrutura existente. Até porque, hoje é possível imaginar uma cidade mais peatonal, que não dependa tanto da malha viária.

Eduardo Uchita (eu@ixr.com.br) é arquiteto, consultor em Real Estate e sócio da IXR Property Advisory

 

Colunistas InfoZAP de novembro

 

CRÉDITO
Comparar garante escolha do financiamento ideal

Comparar taxas ainda é uma prática incomum entre pessoas que desejam contratar um crédito imobiliário. Depois de pesquisar muito sobre o imóvel ideal para morar, o que mais acontece é a procura pelo gerente do banco, aquele “velho amigo”, para iniciar o processo de financiamento. Comprar a casa própria é realizar um sonho. Não existe certo ou errado, mas um pouco de cautela na hora de escolher o banco para financiar pode ajudar, e muito, o mutuário.

Felizmente, o cenário atual de do Brasil vem mudando. Enquanto as taxas se ajustam para atender ao mercado, brasileiros começam a criar uma cultura de busca pelas melhores opções. Afinal, se o banco x oferece uma condição boa, por que não procurar o banco Y para ter certeza de que se está fechando o melhor negócio?

A nova ferramenta do ZAP Imóveis e da Canal do Crédito surge justamente para ajudar o consumidor a unir essas duas pontas sem dificuldade: imóvel e financiamento. Facilitar o processo de pesquisa e contratação de crédito para o internauta está no centro da estratégia dessa parceria, que usa a comparação online para atender a demanda do mercado imobiliário no Brasil por informação.

Marcelo Prata (marcelo.prata@canaldocredito.com.br) é presidente da Associação Brasileira dos Corretores de Empréstimo e Financiamento (Abracefi) e fundador da Canal do Crédito

 

MACROECONOMIA
Efeito Copa está atrelado ao cenário externo

Copa do Mundo e Olimpíadas viraram palavras obrigatórias quando o assunto são as perspectivas para a economia brasileira, sobretudo, para o setor imobiliário. É fato que as cidades sedes do mundial receberão um alto fluxo de turistas e, consequentemente, demandar mais investimentos em obras, hotéis e infraestrutura em geral. A questão é que esses eventos esportivos não podem ser analisados isoladamente, fora do contexto macroeconômico mundial. Sim, as últimas notícias foram de alívio às angústias diante de um panorama complexo na Europa. Ainda não é um céu de brigadeiro, mas ninguém pode negar que os europeus estão cheios de disposição para resolver, ou pelo menos encaminhar, a confusão com o euro. O BCE vai garantir a recompra ilimitada de títulos de países em dificuldades e a Corte Constitucional da Alemanha aprovou tal pacote, entendendo que os países se submeterão a ajustes fiscais e medidas de austeridade. Nos Estados Unidos, o cenário é de continuidade e recuperação.

E no Brasil da Copa? Bem, após a estagnação do primeiro semestre, o PIB em 2012 deverá gerar num pífio crescimento de 1,5%. Para efeito de comparação nas Américas, os EUA devem crescer 2,1%; o Chile, 4,5%; o México, 3,9%; e a Colômbia, 4,3%. Portanto, é preciso uma dose de cautela antes de embarcar no mesmo otimismo que um torcedor da final. Isso evitará que grandes investimentos tornem-se “elefantes-brancos” após a Copa e as Olimpíadas.

Mauricio Carvalho (mauricio@condere.com.br), sócio da Condere Consultoria, é professor de Finanças nos cursos de pós-graduação e MBA do Insper (ex-Ibmec-SP), da FIA, da Apimec-SP e do IBGC.

TECNOLOGIA
Setor imobiliário ganha com 4G

Um estudo da Pyramid Research (www.pyramidresearch.com) indica que o Brasilnos próximos três anos terá mais de 18 milhões usuários do sistema LTE (o padrão de comunicação móvel Long Term Evolution), também conhecido como 4G. Ainda que a tecnologia 3G não tenha atingido sua maturidade, e o próprio LTE esteja engatinhando no mundo, é desejo da Anatel posicionar o Brasil como líder nesse mercado, com uma rede funcionando plenamente para a Copa do Mundo, em 2014.

Com a tecnologia 4G, as conexões serão bem mais rápidas – no mínimo 10 vezes em comparação ao 3G – permitindo o uso de novas aplicações que envolvem conteúdo multimídia para mobile (tornando os smartphones verdadeiros computadores de mão). Cidades onde não chega a infraestrutura de cabo poderão contar comacesso à internet de alta velocidade.

Para o mercado imobiliário, o 4G vai potencializar ao máximo o marketing de geolocalização. Por meio de aplicativos, será possível oferecer de modo mais rápido a busca de imóveis na região onde a pessoa se encontra, incluindo mapa para chegar até lá, vídeos de apresentação, fotos, indicação de corretores, opções de lazer nos arredores e até fechar a intenção de compra pelo equipamento mobile. O mercado brasileiro pode ainda não estar pronto, mas com o tráfego de dados via smartphones e tablets crescendo rapidamente no País, somos um campo fertile para essa nova era da comunicação.

(*)Denis Zanini (www.deniszanini.com.br) é consultor da Marketing Digital e autor do curso “Como Destacar Sua Empresa nas Mídias Sociais”

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