07/02/2013

Colunistas InfoZAP fevereiro

Fonte: ZAP Imóveis

Colunistas InfoZAP fevereiro

LEGISLAÇÃO
Projeto de lei visa transformar condomínios em pessoa jurídica

Segue em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 80/2011 que permite aos condomínios residenciais e comerciais, verticais (prédios) e horizontais (casas) serem registrados como pessoa jurídica. Pela redação atual do PL, não haveria obrigação de todos eles assumirem tal condição, o que resultaria em tratamentos distintos para aqueles que viessem ou não a aderir ao modelo. Talvez as vantagens nesta nova proposta seja a facilidade de o Condomínio assumir a condição de pessoa jurídica para ajuizar e responder a ações judiciais em situações que envolvam a cobrança de cotas atrasadas, por exemplo, com uma oportuna e eventual alienação da unidade, ou na hora de celebrar contratos com terceiros em geral.

Já as desvantagens do Projeto ainda não estão claras, mas teme-se um aumento de custo na administração contábil de uma pessoa jurídica, além de possíveis embaraços quanto à gestão cotidiana dessa “empresa” nas decisões como eleição e destituição de seus administradores, participação e retirada dos condôminos, quóruns necessários, afinidades entre seus integrantes etc… Um condomínio que optasse por tal condição teria suas áreas comuns integrando o seu próprio acervo, e seus condôminos seriam titulares, em princípio, de frações ideais dessa pessoa jurídica.

É certo que, na legislação vigente, existem doutrinas e jurisprudências capazes de atender aos desafios da administração, incluindo a cobrança de valores em atraso. Também vale destacar que uma legislação mais moderna poderia vir em auxílio dos Condomínios em geral. Isso, entretanto, não quer dizer que o Projeto de Lei 80/2011 atenda a todos estes anseios ou esgote a discussão da questão.

Manuel Inácio Araujo Silva é advogado, sócio do escritório Araujo Silva, Prado Lopes Advogados. www.araujosilva.com.br

CRÉDITO
Brasil vive amadurecimento do crédito imobiliário

Reconhecidamente um dos produtos de maior importância na carteira de ativos dos bancos no exterior, o credito imobiliário ainda engatinha no Brasil com sua participação de 6% no PIB. O balanço de 2012 deve mostrar que o crescimento do volume de crédito concedido dentro das linhas do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos) ficou bem abaixo dos 30% projetados para o período. No entanto, isso não significa, de forma alguma, o enfraquecimento desse mercado. Pelo contrário, começamos a viver o amadurecimento do credito imobiliário no Brasil, tanto pelo lado dos bancos, quanto do consumidor.

Grandes bancos vêm fazendo movimentos consistentes para melhoria dos seus processos de concessão de crédito como, por exemplo, a iniciativa da Caixa Econômica Federal, seguida por outras instituições privadas, de incluir no valor do financiamento as despesas com cartório e impostos. Pela primeira vez na história, foi concedido mais crédito para imóveis do que para a compra de veículos (marca alcançada em agosto). E novos produtos começam a chegar o mercado como o financiamento para término de construções e o refinanciamento (hipoteca) de imóveis não averbados.

Crescer dois dígitos ao ano foi um sinal claro de que vivíamos uma grande recuperação após um longo período de estagnação do mercado imobiliário. Daqui por diante, podemos aguardar a modernização do processo de concessão de crédito e a entrada de novos players no mercado brasileiro. O gigante só começou a dar seus primeiros passos.

Marcelo Prata é presidente do site de comparação de produtos financeiros Canal do Crédito. Marcelo.prata@canaldocredito.com.br

URBANISMO
Ação integrada é solução para galpões industriais abandonados

Aquilo que já foi símbolo de progresso e desenvolvimento, hoje representa uma cicatriz que impede a fluidez do tecido urbano. Sob a ótica urbana, esta é a metáfora que descreve a situação de muitos galpões industriais encravados nas cidades. As razões desse problema são diversas: [i] crescimento urbano desordenado que abraçou quadras inteiras onde antes o uso era predominantemente industrial; [ii] valorização da terra, que fez com que essas áreas convivam hoje com residências, comércio e serviços; [iii] mudança dos processos industriais; [iv] e, por fim, a criação de incentivos fiscais que levou muitas empresas a se transferirem para outros lugares deixando para trás um legado de imensas áreas subutilizadas ou abandonadas.

Parte delas, a iniciativa privada absorve e transforma, como foi o caso do Brascan Century Plaza (antiga fábrica da Kopenhagen), no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, e do Espaço Cerâmica (antigas instalações da Cerâmica São Caetano), no município de São Caetano do Sul. Vez ou outra, também ocorrem operações de vulto capazes de resolver a situação, como aconteceu nas operações urbanas Lapa-Brás e Mooca-Vila Carioca.

Em geral, os planos diretores e os projetos urbanísticos falam apenas do desenvolvimento
sem apresentar soluções para as empresas que ainda ocupam esses galpões. É necessário que surjam alternativas para o empresário transferir suas atividades para outro lugar, fazendo uso de operações imobiliárias e financeiras (built-to-suit, por exemplo) que não oneram o balanço da empresa e ainda geram recursos. Nessa lógica integradora, devemos considerar: a análise da demanda da empresa (espaço e localização); a prospecção de áreas do empreendimento; a avaliação do ativo para o desenvolvimento imobiliário; e o plano da transferência. Trata-se de um trabalho complexo, mas, se for bem estruturado e receber o apoio de iniciativas públicas, pode trazer vantagens para todas as partes envolvidas.

Leandro Jubilato é arquiteto e urbanista, consultor especialista em Real
Estate e sócio-diretor da IXR Property Advisory (www.ixr.com.br).

MACROECONOMIA
Intervencionismo não é panaceia para problemas econômicos

O ano de 2012 chegou ao fim e não aconteceu a temida ruptura na Europa por conta dos problemas financeiros. Isso se deve, principalmente, ao alto grau de intervencionismo dos governos, via bancos centrais, que continuam inundando os mercados de dinheiro. Essa estratégia é correta no curto/médio prazo, mas a contrapartida será um endividamento muito grande dos países e possíveis “calotes” de dívida soberana no futuro. Vimos o Eurogrupo trabalhar duro para sustentar os países do bloco. A Grécia conseguiu fechar os acordos de austeridade para viabilizar seus planos de resgate, e a Espanha obter uma linha de € 37 bilhões para resgatar seus bancos.

Mas até que ponto a intervenção do poder público é a panaceia para todos os dilemas econômicos? O caso brasileiro responde bem a essa pergunta. Inconformado com o baixo crescimento, o Governo mexeu com os setores produtivos, determinando que as companhias elétricas baixassem a conta da energia e que a Petrobras não subisse o preço da gasolina. Os bancos também entraram no ritmo para segurar os juros e o BNDES veio atrás, financiando o que foi eleito como prioridade.

Essa política nem sempre é eficiente, pois pode espantar o capital e inviabilizar o crescimento. Países como o Brasil, que não têm poupança interna, precisam dos investidores de fora para deslanchar. Hoje a Ambev é a empresa mais valiosa do Brasil, passou a Petrobras, que vem se desvalorizando há alguns anos. E qualquer uma das duas vale por mais de 25 Eletrobrás. Infelizmente, pelo marasmo apresentado no mercado de capitais brasileiro ao longo de 2012, os investidores estão preferindo o México ao Brasil, em muitas aplicações. A fila anda e, por essa razão, é preciso retomar o crescimento sustentável.

Maurício Carvalho é sócio da Condere Consultoria, professor do Insper e da FIA e tem as certificações CFA®
www.condere.com.br
email: mauricio@condere.com.br

TECNOLOGIA
Hangouts é ótima opção para realizar videoconferências

Uma das principais ferramentas que diferenciam o Google Plus das demais redes sociais são os hangouts. Os hangouts são videoconferências online e gratuitas, que qualquer usuário do Plus – empresas ou pessoas – pode utilizar. Para isso, basta clicar no botão “Iniciar um Hangout” que fica no canto superior direito da tela de abertura, esperar a instalação do plugin de áudio e vídeo (costuma ser rápido), nomear o Hangout, convidar os amigos e pronto. Você pode escolher entre fazer um hangout privado ou aberto (On Air), ou seja, outras pessoas poderão visualizar e ouvir a conversa em tempo real, mas não poderão participar dela. No decorrer da conversa, é possível compartilhar documentos, mostrar telas e utilizar o chat. Também é possível gravar os hangouts e deixá-los disponíveis no Plus ou no Youtube. O tempo é ilimitado.

Para as empresas do setor imobiliário, os hangouts são uma ótima maneira de se relacionar com os representantes de unidades geograficamente distantes, principalmente se oferecer algum tipo de conteúdo exclusivo. Entre as várias sugestões de como uma empresa pode utilizar o hangout, destaca-se os treinamentos de suas equipes. Nesse caso, os hangouts devem ter como usuários ativos somente os palestrantes e ser on air, com transmissão pelo Youtube. Assim, as pessoas poderão fazer perguntas pelo campo de comentários do Youtube. Sobre os pontos negativos da ferramenta, está a instabilidade. Dependendo da conexão do usuário e da quantidade de pessoas participando, pode acontecer de um usuário ter dificuldades de se conectar.

Denis Zanini é especialista em marketing digital e sócio da consultoria em soluções para web que leva seu nome.
www.marketingdigitalconsultor.com.br

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