05/06/2013

Colunistas InfoZAP junho

Fonte: ZAP Imóveis

Colunistas InfoZAP junho

URBANISMO
Plano Diretor de São Paulo chega à reta final

Estamos chegando a um momento crucial para a definição do futuro de São Paulo. Já começaram as discussões sobre a revisão do Plano Diretor e fica a dúvida: Para onde São Paulo vai crescer? O que São Paulo quer ser?

De fato, São Paulo não pode ser analisada isoladamente. O município integra um território muito mais amplo, não só formado pela região metropolitana, mas pelo que é conhecido como megametrópole. E qualquer ação tomada localmente afeta as relações socioeconômicas inclusive com outros estados. Para se ter uma ideia, o município concentra 27% da população do Estado e 38% dos empregos formais, conforme dados do IBGE 2010.

São Paulo deixou de ser uma cidade industrial e hoje precisa redefinir a sua vocação. Os números mostram que a atual vocação é serviços. O valor adicionado, ou seja, valor que a atividade agrega aos bens e serviços no seu processo produtivo, corresponde a 80% de toda a riqueza gerada pelo município.

Mas, serviços especializados em quê? Essa é uma pergunta que deve ser feita porque se deve avaliar o valor agregado de cada emprego gerado pelo setor de serviços (e aqui se inclui o comércio). Não adianta substituir um emprego que gera R$ 10 mil de valor agregado, por oito empregos que geram R$ 1.000 cada um. Precisamos garantir o reequilíbrio das atividades econômicas. A definição dessa estratégia é essencial para a competitividade do município perante a economia global.

Nesse sentido, devemos aproveitar os grandes projetos de intervenção urbana para repensar o uso e ocupação do solo em consonância com propostas de desenvolvimento econômico sustentável capazes de regenerar, especialmente, as cicatrizes do tecido urbano provocadas por atividades ociosas e obsoletas que não fazem mais sentido estar instaladas onde estão, além de criar oportunidades e sinergias que promovam diversidade do uso do espaço: moradia, trabalho e diversão.

A perenidade do desenho e da paisagem urbana só se dará a partir da convergência entre o desenvolvimento urbano e econômico.

Leandro Jubilato é arquiteto e urbanista, sócio-diretor da consultoria em Real Estate IXR Property Advisory

MACROECONOMIA
País do “PIBinho” também produz boas notícias

A economia global enfraquece. Recentemente, o FMI revisou para baixo o crescimento mundial em 2013, de 3,6% para 3,3%, e no Brasil o crescimento de 3% é o objetivo a ser perseguido. Ainda acreditamos que a redução dos juros, as desonerações fiscais e a diminuição do custo da energia vão fazer efeito.

Mas, a inflação acumulada já estourou a banda superior da meta e, depois de muita pressão dos mercados e críticas de economistas de linhas variadas, o Banco Central capitulou e elevou a Selic num momento em que o mundo todo aumenta a liquidez e/ou reduz as taxas. Era a única coisa a fazer.

Mas, que dizem os números do país do “Pibinho”? Precisamos enxergar que 3% não é tão ruim, pois está próximo à média mundial. Uma análise com 92 empresas de 33 setores diferentes feita pela Coinvalores mostra que em 80% dos casos o ano foi bom ou razoável e apenas 10% dos lucros vieram abaixo das expectativas de mercado. Ou seja, grande parte das empresas continua ganhando dinheiro. Acredito que para 2013 existam vários setores que terão bons resultados e excelentes crescimentos.

As apostas seriam os setores posicionados para atender as duas grandes demandas que existem hoje no País: o consumo das classes B e C e a demanda por infraestrutura, isto é: empresas de serviços (mão de obra, educação, software, medicina, logística, engenharia, eventos) e comércio (alimentos, bebidas, fumo, combustíveis, moda, linhas branca e marrom, shopping centers), além de, claro, os segmentos ligados à construção. O agronegócio completa a lista dos vencedores.

Apesar do momento de incertezas, a economia está funcionando em plena carga. Precisamos planejar mais para identificar as oportunidades que estão por aí. Afinal, quem trabalha mais sempre tem mais sorte.

Maurício Carvalho é sócio da Condere Consultoria, professor do Insper e da FIA/USP e tem as certificações CFA®

MERCADO DIGITAL
Incorporadoras são bem-vindas ao Foursquare

O Foursquare é uma rede social de geolocalização, em que os usuários, por intermédio de seus smartphones, fazem check in nos locais onde estão, postam fotos e comentários e podem curtir e comentar os outros check ins dos seus amigos. Para as empresas, principalmente aquelas que recebem um grande fluxo de consumidores no ponto de venda do empreendimento, ter uma página no Foursquare é essencial.

Uma das funcionalidades mais interessantes que o Foursquare oferece para as empresas são os “Specials”, promoções nas quais os usuários que fizerem check in no ponto comercial e atingirem algum objetivo recebem um prêmio. Para as construtoras, realizar promoções em novos empreendimentos imobiliários é uma excelente tática para atrair público.

Por exemplo, pode-se criar uma promoção no qual o usuário faz o check in, visita o estande mobiliado e ganha um brinde. A promoção fica visível para todos os usuários do Foursquare que estiverem em um raio próximo do empreendimento e a companhia também pode divulgá-la no seu site e em outras redes sociais. Vale a pena conferir mais informações no canal de ajuda do Foursquare http://support.foursquare.com/home

Denis Zanini é professor de Estratégias em Redes Sociais e CEO da Agência Ynusitado (www.ynusitadomarketingdigital.com.br)

LEGISLAÇÃO
Projeto de Lei discute dedução do IR em aluguéis

A aprovação, ainda que incipiente, do projeto de lei PLS 316/2007 prevendo a dedução de parte do aluguel residencial do Imposto de Renda a pagar certamente desonerará a relação locatícia, beneficiando o locatário de imóveis urbanos residenciais.

Conforme emenda apresentada ao referido projeto de lei, tal beneficio, caso reste aprovado – visto que ainda sujeito a discussão pelo Poder Legislativo -, também poderá contemplar o financiamento habitacional.

Vale observar que o projeto de lei em destaque sugere um teto, ou seja, um limite para tal dedução ou “benefício” de R$ 20 mil anuais, o qual ainda deverá ser objeto de debate, além de outras regras, como o gasto dedutível estar restrito a um único imóvel residencial, ocupado pelo próprio contribuinte.

Atualmente, não se contempla qualquer dedução ou benefício de Imposto de Renda em favor do inquilino ou daquele que financia imóvel próprio. Portanto, caso aprovado, o projeto de lei em destaque certamente será muito bem vindo, não só pelos contribuintes que do mesmo se beneficiarão, como também pelo próprio setor imobiliário de forma geral.

Os benefícios mais imediatos e evidentes da aprovação deste projeto de lei certamente serão a desoneração do contribuinte inquilino ou adquirente de imóvel urbano para uso próprio, com a movimentação – ainda que não se saiba dizer em quanto – do setor imobiliário.

A tanto poderíamos somar uma maior formalidade e transparência fiscal nas relações locatícias, visto que as mesmas, por interesse do contribuinte beneficiário da dedução, seriam reveladas em maior grau ao fisco, que experimentaria um aumento de sua receita quanto ao imposto de renda a ser pago pelo locador.

Outro efeito esperado da medida seria uma redução – ainda que não se possa dizer em que grau – da inadimplência, à medida que o beneficiário da dedução (além de ter uma maior folga financeira proporcionada pelo abatimento do Imposto de Renda) precisaria primeiro adimplir suas obrigações para depois colher o benefício previsto no projeto de lei. Ao que tudo indica a matéria ainda será objeto de muita discussão antes de ser aprovada em definitivo. Vale acompanhar.

Manuel Inácio Araujo Silva é advogado, sócio do escritório Araujo Silva, Prado Lopes Advogados

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