03/02/2008

´Com concorrência, todos vendem mais`

Fonte: O Globo

Executivo da PDG diz que grupo, este ano, pretende lançar 2,5 mil unidades populares no Estado do Rio

Gabriel de PaivaZap o especialista em imóveisGrabowsky: foco no segmento residencial popular, considerado o mais promissor

Um número cada vez maior de pequenas e médias empresas do setor imobiliário está se dando conta de que, para se manter vivo, precisará se unir. Foi o que fizeram CHL, Goldfarb, Lindecorp e Brasil Brokers, entre outras que hoje fazem parte da PDG Realty, braço imobiliário do Banco Pactual. No segmento residencial popular, a PDG é atualmente uma das três maiores do Brasil, comemora o principal executivo do grupo, Zeca Grabowsky.

Como funciona o Grupo PDG Realty?

ZECA GRABOWSKY: A PDG tem dois níveis diferentes de investimento, com diversas empresas. O primeiro é aquele em que a PDG tem participação acionária, sendo controladora ou tendo controle compartilhado; e o segundo é aquele em que a PDG tem acordo de exclusividade ou direito de preferência em todos os projetos realizados — os investimentos são feitos em conjunto.

São empresas de diferentes segmentos do setor imobiliário, como a incorporação de empreendimentos para faixas de renda diferentes, desenvolvimento de loteamentos e corretagem. É uma estratégia de atuação?

GRABOWSKY: A nossa estratégia é exatamente essa: gerar boas oportunidades de investimento no mercado imobiliário, buscando uma grande diversificação, por segmento de mercado, localização geográfica e por parceiro. O setor mais importante é a incorporação residencial, onde temos um foco claro no segmento econômico, que é o mais promissor deles. Nesse segmento, a PDG é hoje um dos três maiores players do Brasil, através da sua controlada Goldfarb e de algumas co-incorporações com outras empresas.

Como funciona a gestão compartilhada nas empresas em que a PDG tem participação societária, como a CHL, que é uma das maiores do Rio?

GRABOWSKY: Em toda empresa que temos participação acionária e, principalmente, nas que detemos o controle (Goldfarb e CHL), desenvolvemos uma interação muito grande, tomando as principais decisões em conjunto. Mas obviamente influindo mais nas áreas em que temos maior expertise — financeira, controladoria, auditoria, funding e outras. Mantemos o sócio original focado à frente da gestão da área comercial — compra de terrenos, definição de produto, lançamento, vendas etc.

A Goldfarb, que é muito forte em São Paulo, está investindo pesadamente no Rio. Quais as previsões para 2008?

GRABOWSKY: A Goldfarb atua no mercado de classe média baixa (unidades com preço médio de até R$130 mil), que é hoje o nosso principal foco de atuação, e saiu de 2,3 mil unidades lançadas em 2006 para 8,1 mil unidades em 2007. E, isso, com uma velocidade de vendas excelente — 75% dessas unidades lançadas em 2007 já foram vendidas. No Rio, a Goldfarb atua em parceria com a CHL, e, com isso, estamos muito confiantes num crescimento rápido do volume de lançamentos. A meta para 2008 é lançar entre duas mil e 2,5 mil unidades no estado.

Em 2007, a PDG fez a abertura de seu capital. Qual o resultado para as empresas?

GRABOWSKY: Além do IPO em janeiro, onde captamos R$432 milhões, fizemos em julho uma emissão de debêntures de longo prazo, levantando R$250 milhões, e finalmente em outubro uma nova emissão primária de ações, pela qual captamos R$575 milhões. Com isso, tivemos a possibilidade de realizar muitos investimentos, em terrenos e em aumento ou aquisição de participações acionárias em algumas empresas. As duas empresas que mais se destacaram foram a Goldfarb e a CHL, nas quais conseguimos aumentar muito nossa participação acionária, para 80% e 70% respectivamente, investindo recursos para acelerar seu crescimento.

Com a compra da Patrimóvel pela Lopes e o início da atuação da Brasil Brokers, que faz parte da PDG, o mercado de corretagem imobiliária no Rio deverá assistir a um duelo de gigantes?

GRABOWSKY: A boa notícia para os incorporadores é que, com mais concorrência, o serviço das empresas acaba melhorando e todos vendem mais. A Brasil Brokers é uma união de 14 empresas (no Estado do Rio, fazem parte a Basimóvel, a Ética, a Américas e a Patrimóvel de Niterói) e o grande diferencial do seu modelo de negócios é o fato de que cada uma delas continua sendo tocada pelos sócios fundadores — que possuem um ótimo conhecimento do mercado local e dos clientes incorporadores — e com um alinhamento de interesses de longo prazo, criado pelo fato de todos serem acionistas relevantes da Brasil Brokers e, portanto, sócios de seu crescimento futuro.

 

 

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