14/12/2012

Com imóveis mais baratos, Grande ABC vê alta nos lançamentos

Fonte: ZAP Imóveis

Para o presidente da Acigabc, Milton Bigucci, alta de quase 40% nos lançamentos no último trimestre do ano se deve aos preços de até 20% mais baratos que a Capital

A região do Grande ABC tem se beneficiado com a saturação de alguns distritos na capital paulista para lançamentos imobiliários.

De acordo com a Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), a prévia de novas unidades lançadas na região no quarto trimestre do ano já chegou a 3.143 imóveis, acima das 2.289 contabilizadas no mesmo período do ano passado, o que representa um crescimento de 37,3%.

Diadema foi a cidade entre todas as vizinhas que mais contou com novos empreendimentos em seu território. Foram 1.136 prédios construídos neste período, quase o dobro do segundo colocado da pesquisa, São Caetano, que registrou 660 lançamentos.

Para o presidente da associação, Milton Bigucci, o interesse do mercado imobiliário na região se deve, entre outros fatores, principalmente pelos preços mais baratos em relação à maior capital do país.

“O setor não está com lucros como em 2010, mas também não está ruim como andam falando. Atualmente, os juros estão menores e isso contribui para esta alta. Mas acredito que o fato de os preços na nossa região serem entre 15% a 20% menores do que São Paulo pesa muito para esse aumento”, disse Bigucci, em entrevista exclusiva ao ZAP Imóveis durante evento em São Bernardo do Campo.

Ente os lançamentos, a preferência continuou sendo por imóveis com dois dormitórios, que representaram 54% do total levantado. Apartamentos com dois cômodos também tiveram boa presença entre os edifícios novos, com 38%.

Com imóveis mais baratos, Grande ABC vê alta nos lançamentos
Ente os lançamentos, a preferência continuou sendo por imóveis com dois dormitórios, que representaram 54% do total construído

“As medidas anunciadas pelo ministro Guido Mantega foram incentivadoras para o nosso segmento. Há um monte de implicações, mas com as desonerações [de impostos] que devem ocorrer, os valores dos imóveis novos devem cair e isso será repassado para o consumidor”, completou Bigucci.

Até setembro de 2012, segundo o último balanço da Acigabc, a região vizinha a São Paulo tinha vendido 5.335 unidades. “A nossa meta é conseguir vender 8 mil unidades, que é a média do Grande ABC”, finalizou.

De acordo com o gerente regional de construção civil da Caixa Econômica Federal, Rafael Arcanjo, a expectativa é que o volume de concessão de crédito habitacional para a compra de imóveis nestas cidades que compõem a região alcance a quantia de R$ 1,8 bilhão.

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