27/03/2012

Com redução de tributo, móveis e revestimentos ficarão mais baratos

Com redução de tributo, móveis e revestimentos ficarão mais baratos

Fonte: Revista do ZAP

Diminuição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) é estendida a mais segmentos além de eletrodomésticos e revestimentos

O consumidor encontrará móveis mais baratos no comércio. Em 26 de março, dia em que começou a Movelsul 2012, em Bento Gonçalves, o governo isentou os produtos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) até junho 2012. Outros segmentos foram beneficiados: laminados e revestimentos, luminárias e papel de parede.

Além disso, foi prorrogada por mais três meses – começou em dezembro de 2011 e terminaria no próximo dia 31 de março de 2012 – a redução do tributo para geladeiras, máquinas de lavar, fogões e tanquinhos. As medidas fazem parte da política de estímulo ao consumo.

Com isso, o governo federal deixará de arrecadar R$ 489 milhões, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao anunciar as ações em reunião com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A contrapartida, ressaltou o ministro, é o compromisso de manutenção dos empregos.

“Esperamos até que o número de empregos seja aumentado para atender à demanda, que deve crescer”, afirmou Mantega. No início de março de 2012, o ministro anunciara que tomaria “uma medida por semana” para estimular a economia. A iniciativa é comemorada pela indústria moveleira gaúcha, a maior produtora no país.

Pedido por fabricantes e pelo comércio, o corte deverá ser integralmente repassado ao consumidor, disse Gustavo Schifino, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre.

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo e ao menos uma grande rede nacional de lojas informaram que o benefício para os setores de móveis, laminados, luminárias e papéis de parede será repassado de forma imediata aos consumidores.

Schifino afirmou que há possibilidade até de que o desconto seja repassado aos produtos que já estejam nos estoque das lojas. No caso de peças encomendadas sob medida, a redução será imediata.”O lojista quer repassar o máximo de desconto para fomentar os negócios. Quem não fizer isso deixará de vender”, explicou Schifino.

Fabricantes de móveis garantem que a medida ajudará a criar empregos no setor. O presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado, Ivo Cansan, disse que as vendas do setor estão estagnadas nos últimos meses. Agora, as encomendas deverão voltar.

Receita devolverá R$ 16,9 bi para empresas exportadoras
Em outra frente, o governo pretende solucionar uma pendência de décadas e injetar R$ 16,9 bilhões em empresas exportadoras. O dinheiro pertence aos exportadores, mas segue depositado no Tesouro na forma de créditos de PIS e Cofins que nunca foram ressarcidos.

Segundo a Receita Federal, o pagamento deve começar no fim deste mês e será feito em até 60 dias. A medida havia sido anunciada, mas ainda não implementada.


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