15/10/2006

Como contratar uma administradora

Fonte: O Estado de S. Paulo

No dia-a-dia da administração do condomínio, vez ou outra chega o momento de trocar a administradora, o que nos leva sempre à pergunta: como contratar? Começamos pela indicação de parentes, amigos, outros síndicos – o que é, sem dúvida, um bom início. No entanto, nunca devemos analisar somente uma administradora; é importante sempre comparar outras … Continue lendo “Como contratar uma administradora”

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No dia-a-dia da administração do condomínio, vez ou outra chega o momento de trocar a administradora, o que nos leva sempre à pergunta: como contratar? Começamos pela indicação de parentes, amigos, outros síndicos – o que é, sem dúvida, um bom início.

No entanto, nunca devemos analisar somente uma administradora; é importante sempre comparar outras do mercado, para diminuir o risco de errar. Aí entram os itens básicos que devem ser considerados para essa comparação.

Primeiro passo: jamais escolha uma administradora pelo preço, mas, sim, pelos serviços que oferece. Se o valor for muito baixo, desconfie, pois, a partir do preço, a nova administradora tem de cobrir os custos operacionais, como instalações, aluguéis, equipamentos e sua depreciação, salários, programas, know-how, tecnologia e outros itens. E com valor baixo, é muito difícil essa cobertura.

Em seguida, compare os preços com os serviços oferecidos: lembre-se de que uma boa administradora presta ao condomínio pelo menos 110 tipos de serviços. Ou seja, ela não se ocupa apenas de contas a pagar ou a receber, folha de pagamento e um demonstrativo financeiro no fim do mês, mas pode, também, por exemplo, ajudar no controle da manutenção dos equipamentos, fazendo com que, a médio e longo prazos, a cota condominial baixe.

Segurança
Outra função é a de orientar, com soluções detalhadas, como aumentar a segurança dos moradores. Enfim, a administradora pode ser útil em vários tipos de serviços, cotidianos ou não, que a vida condominial, cada vez mais complexa, venha a demandar.

Outro item que deve ser observado no momento da contratação é se existe dentro da administradora um departamento jurídico, o que, além da assessoria nas áreas civil, trabalhista, tributária e criminal, dá muito mais agilidade às demandas judiciais de cobrança da inadimplência.

Sabe-se, aliás, que atrasos de pagamento aumentaram muito desde a instituição da multa de 2% e não mais os 20% anteriores.

Uma vez feita a opção, xeque todo o tipo de informações a respeito da empresa. Peça referências de condomínios por ela administrados. Solicite a ficha cadastral completa da empresa e de seus sócios. Levante todos os dados que podem balizar a boa contratação, buscando-os, inclusive, no banco em que a administradora opera. Solicite um modelo de pasta mensal elaborada pela empresa, analise os relatórios e, principalmente, verifique se fornecem as informações que o condomínio necessita de uma forma descomplicada, clara e transparente.

Visite a administradora, verifique a formação profissional dos sócios, o suporte técnico e administrativo oferecido, o grau de tecnologia utilizada, se ela opera com conta pool – uma única conta corrente para todos os condomínios – ou conta bancária individualizada. Não se esqueça de verificar ainda o tempo de operação da empresa no mercado.

No contrato, exija que conste tudo o que foi prometido verbalmente, porque prometer é fácil. Cumprir é que são elas. Por fim, lembre-se de que o responsável pela contratação da administradora é o síndico. E este pode até responder civil e criminalmente por eventuais atos irregulares praticados pela administradora.

Esse e outros temas importantes para a vida condominial integrarão a grade de palestras da segunda edição da Feira Secovi Condomínios, que ocorre de 22 a 24 de novembro, com entrada franca, no Centro de Exposições Imigrantes. Até lá.

*Geraldo Bernardes Silva Filho é diretor de Novos Projetos da vice-presidência de Administração Imobiliária do Secovi

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