12/07/2010

Como deixar sua casa mais segura

Como deixar sua casa mais segura

Fonte: Revista do ZAP

Alarmes, circuito fechado de TV, cercas elétricas e vigilância estão entre as opções oferecidas pelo mercado

Os principais sistemas listados por especialistas e associações de classe são: alarme, circuito fechado (interno) de televisão, sistemas de controle de acesso, e proteção perimetral. Além desses equipamentos eletrônicos, há opções que usam mão de obra humana, como seguranças, vigilantes e porteiros como os usuários do imóvel. Mas o que vale realmente para quem está preocupado com a segurança e não tem tanto dinheiro para investir nisso?

Cerca elétrica
A cerca elétrica é a opção mais usada em residências unifamiliares, afirma Ângela Christino del Pino, gerente do Gestão Total da Auxiliadora Predial, de Porto Alegre. É um dos tipos da chamada proteção perimetral, pois é colocada ao redor do imóvel e tem objetivo de impedir o acesso de desconhecidos. O custo é de R$ 400 para a central elétrica e R$ 15 por metro de cerca, segundo estimativa de Fábio Guilhon, gestor Conqualy da Guarida Imóveis, também na capital gaúcha. No caso de Porto Alegre, é preciso pagar, também, cerca de R$ 300 em taxas de regularização junto a órgãos competentes

Cerca elétrica
Cerca elétrica deve fica inclinada em ângulo de 45 graus para dentro do terreno

As empresas instaladoras precisam ser registradas junto ao Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), com engenheiro para assumir a responsabilidade técnica. Em Porto Alegre, também é necessário regularização junto ao Grupamento de Supervisão de Vigilância e Guardas (GSVG) da Brigada Militar. O comandante do GSVG, tenente coronel Erlo Pitrosky, alerta que “caso haja um acidente com a cerca elétrica, é o dono do terreno quem arca com as consequências”.

Não existem leis federais ou estaduais que regulamentem o uso da cerca elétrica, mas alguns municípios possuem normatização. Na capital gaúcha, a legislação determina que a cerca esteja a pelo menos 1,8 metro de altura, com placas a cada dez metros, indicando a energização. É necessário, também, pedir autorização do vizinho – ou colocar as hastes do equipamento inclinadas em ângulo de 45 graus para dentro do terreno de quem instala a proteção.

Sensores
Os sistemas de alarme em geral funcionam a partir de sensores, que quando detectam a presença de pessoas ativam a sirene. O alerta pode ser enviado para uma empresa de segurança, para a polícia ou para o proprietário do imóvel. Segundo Miguel Louzado, gerente comercial da Rudder Segurança, em Porto Alegre, o valor da instalação fica entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil, dependendo da quantidade de sensores. Nos modelos de pânico silencioso, que em vez de dispositivos de identificação de presença têm botões acionados quando alguém percebe situação de perigo, os preços começam em R$ 1 mil. O serviço de monitoramento sai entre R$ 120 e R$ 400.

Câmera de vigilância
Câmera de circuito fechado de TV (CFTV)

Circuitos de TV
Circuitos fechados (internos) de televisão (CFTV) são usados para monitorar acessos – portões de pedestre e de garagem – e locais de circulação, além de extremidades do terreno e locais mal iluminados, explica Guilhon. São ligados a um computador, que grava as imagens. As câmeras variam, com opções que “enxergam” em ambientes com pouca – ou mesmo nenhuma – luz e mecanismos que permitem a movimentação em 360 graus. Um CFTV com quatro filmadoras fica entre R$ 3,2 mil e R$ 4 mil.

Acesso
Os sistemas de controle de acesso trabalham, em geral, com identificação por cartões – magnéticos, com código de barras ou de aproximação – ou por biometria (identificação de digitais). São indicados para os locais com intensa circulação de pessoas. Em muitos casos, o visitante precisa apresentar identificação para receber acesso, o que pode incluir ser fotografado por câmera conectada ao computador da recepção. Guilhon aconselha que seja usado o sistema de comodato, ou seja, em vez de o dono do imóvel comprar os aparelhos, ele paga pelo serviço de manutenção e a empresa responsável cede o equipamento ao local.

Sistema de controle de acesso
Sistema de controle de acesso com uso de cartão magnético

Seguranças privados
“O material humano é o mais caro dos sistemas de segurança”, explica Fábio Guilhon. Segundo ele, a contratação de um auxiliar de segurança privada (ASP) 24 horas, por exemplo, fica na faixa de R$ 7 mil por mês – o valor estimado por Miguel Louzado é um pouco mais alto, na casa de R$ 9,1 mil. Se a opção for por vigilantes – que podem portar armas de fogo, mas somente dentro dos muros da propriedade privada -, o preço sobe para quase R$ 10 mil mensais.

Segurança armado
Seguranças armados precisam de registro na Polícia Federal

Empresas que fornecem os serviços de vigilância, armada ou não armada, precisam estar registradas também na Polícia Militar – no Rio Grande do Sul, a lista de autorizadas está no site da GSVG.

>> Onde instalar as câmeras 
>> Conheça os tipos de sensores 
>> Você pode ajudar a manter a segurança de seu imóvel
>> Mercado cresce 13% no Brasil
>> Ofertas de apartamento com circuito interno de TV em Porto Alegre e em Florianópolis

Tags: arquitetura

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.