24/03/2011

Como enxugar a segunda maior conta do condomínio

Fonte: Especial para O Estado de S. Paulo

De arejadores de ponta de torneira a medidores individuais, há soluções de economia disponíveis; terça-feira é o dia da água

São Paulo – Você mora na cobertura do prédio e dispõe de uma bela piscina de três mil litros de água. O jeito que encontra para fazer a limpeza lhe parece simples: a cada 15 dias, você esvazia tudo e enche de volta com recurso novo… Um absurdo? Não para um condômino da capital.

O exemplo de desperdício de água – que tem seu dia mundial comemorado nesta terça-feira – foi dado pela supervisora de meio ambiente do Grupo Hubert, que administra 450 condomínios no Estado e em Goiânia (GO), Nathalie Gretillat. “Ele fazia isso para não arcar com a manutenção, e todo o condomínio pagava”, conta. O morador passou a ter ideia de seu gasto mensal depois da instalação de medidores individuais de consumo – os hidrômetros – em cada unidade de seu edifício. “Ele acabou reduzindo muito a sua conta, de R$ 1,3 mil para R$ 300.”

Em prédios mais novos, que costumam ser entregues com previsão de instalação de hidrômetros, a adoção do equipamento parece ser a ação mais indicada para racionalizar o consumo de água – segunda maior despesa dos condomínios, depois de mão de obra e encargos. Em média, custa entre R$ 300 e R$ 500 por unidade. “Houve resistência quando apresentei a ideia, mas depois aprovaram”, lembra o síndico do Perdizes Top Class, Alex Roberto Grillo, de 39 anos. Para ele, “a mudança ainda ocorre após o impacto financeiro e individualizado”. Se antes a conta do edifício era de R$ 6 mil, hoje não passa de R$ 4,5 mil. “As pessoas que parecem ter mais consciência são as que têm filhos e netos. Deve ter algo a ver com a preocupação de como o mundo deles vai ser”, conclui o síndico, pai de um menino de 3 anos.

Mas se a individualização da conta ainda pode parecer demais para alguns condomínios – especialmente os antigos, que precisam de obras para se adaptar -, há outras medidas mais prosaicas a adotar. “Uma delas é usar um arejador na ponta de cada torneira da casa. Em média, custa R$ 50 e mistura água com ar, reduzindo em 40% o gasto”, diz Nathalie, da Hubert.

Presente na feira internacional da construção 19ª Feicon Batimat, encerrada ontem em São Paulo, o diretor comercial da Emmeti Brasil, Marcos Pelizzon, divulgava o Energy Box, novidade em aquecimento de água específica para apartamentos. Sabe aquela água que você desperdiça no início do banho enquanto espera ela atingir uma temperatura gostosa? Então, o aparato faz ela sair quentinha. “É bom para o bolso, já que se recupera o investimento em um ano (média de R$ 1,8 mil), e para o meio ambiente, porque não se desperdiça uma gota”, diz.

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