02/06/2007

Como pinturas vivas nas paredes

Fonte: Jornal da Tarde

Plantas arranjadas em molduras suspensas, como pinturas em quadros, criam belos jardins verticais

DivulgaçãoZap o especialista em imóveisOs ‘jardins verticais’ da paisagista Gica Mesiara, podem ser elaborados conforme as necessidades ou desejos do morador, como painéis

Falta de espaço, tempo ou o mau jeito para cuidar das plantas não podem mais ser usados como pretexto para deixar de ter um jardim em casa. Cada vez mais em voga, os jardins verticais aparecem como a solução para aqueles que prezam a qualidade de vida e não abrem mão da natureza enfeitando e levando mais vida a cômodos e terraços.

Foi dentro desse contexto que a artista plástica e paisagista Gica Mesiara criou há cinco anos o quadro vivo e o painel de plantas, modelo de jardim vertical que, além de pequeno, é de fácil manutenção. A novidade é que agora o produto alia criatividade e tecnologia. Valendo-se de um sistema computadorizado, os quadros fazem a irrigação automática da planta, garantindo a saúde e beleza da vegetação e a comodidade do morador.

Inovador, o novo sistema está tendo boa aceitação. Os quadros e painéis assinado por Gica enfeitam um ambiente em exposição na Casa Cor deste ano e pelo menos uma loja de uma grife carioca famosa na Rua Oscar Freire, na Zona Oeste de São Paulo. E o principal objetivo dos produtos, conta a idealizadora, é aproximar as pessoas da natureza de uma forma simples e eficiente.

“Fiz isso pensando na vida urbana, nas pessoas que querem o verde, mas têm nem espaço nem tempo para cuidar. Eles (os produtos) funcionam muito bem e dão um efeito visual magnífico”, conta Gica, orgulhosa dos modelos que criou aos quais se refere como seus filhos. “Não é porque são meus, mas são maravilhosos”, brinca.

Diferenças

Divulgação Zap o especialista em imóveisComo quadros nas paredes

Com os quadros e painéis, as plantas podem ser cultivadas tanto nas paredes internas de apartamentos como em muro externo da casa. A diferença entre os dois produtos é que o quadro vivo tem um tamanho limitado e a planta se desenvolve na tela.

A paisagista substituiu a fibra de coco, que dava sustentação às plantas, por suportes móveis, encaixados no interior do quadro. “Isso permite que o próprio cliente transforme com facilidade a composição das plantas, brincando com suas formas, cores e texturas, seja trocando as espécies de lugar ou mesmo substituindo-as ao longo das estações”, conta.

A paisagista explica ainda que os quadros têm um sistema de rega automática embutido na própria moldura composto de um reservatório próprio, que permite a circulação da água das regas e sua distribuição de maneira uniforme entre as plantas e recolhendo o excesso para ser usada novamente. “O sistema previne vazamentos e umidade.”

Os quadros comportam plantas de pequeno porte, como begônias e samambaias. “Não tem restrição nenhuma para plantas de pequeno porte. Pode colocar o quadro vivo tanto em área ensolarada quanto em sombreada, com ou sem vento. Existem várias formas de composição em jardim. A samambaia, por exemplo, dá um efeito muito bonito no jardim vertical”, exemplifica.

Divulgação Zap o especialista em imóveis

Assim como nos quadros vivos, os painéis possuem um microcomputador que se encarrega de gerenciar toda a necessidade hídrica das plantas. O diferencial é que eles não têm limite dimensional nem de formato. Segundo ela, podem ser montados em poucas horas, de forma limpa e sem a necessidade de obras de engenharia. “Só é preciso prestar atenção nas condições locais, da mesma forma que no jardim horizontal.”

A paisagista destaca ainda o posicionamento dos modelos como um diferencial na decoração da casa. “O jardim vertical enaltece muito as plantas porque dá uma outra perspectiva de visualização. Elas ficam mais evidentes.”

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