23/04/2010

Como são os imóveis de luxo no Rio de Janeiro

Fonte: O Globo
(Foto: Divulgação)
Edifício Cap Ferrat (centro da foto), em Ipanema, é o mais caro do Rio(Foto: Divulgação)

A área dos apartamentos mais simples é de “apenas” 650 metros quadrados. Os imóveis têm, pelo menos, quatro suítes. Alguns com vista para o mar. A sala é toda avarandada e na cozinha há três dependências para funcionários. Morar no Rio com luxo é estar próximo à praia, às belezas naturais da capital e ter área de sobra em todos os ambientes para descansar. Mas todo este conforto tem o seu ônus. No ranking mundial das cidades com metro quadrado mais caro, o Rio está na 75ª posição, com custo que gira em torno de R$ 25 mil. E no Brasil, a capital fluminense assume o topo da lista.

De acordo com o corretor de luxo Paulo César Ximenes, dos 10 prédios mais caros do Rio , o Cap Ferrat, na Vieira Souto, em Ipanema, está em 1° lugar. Um apartamento no condomínio pode custar até R$ 30 milhões, com 1.300 metros distribuídos em dois andares, sendo 400 deles composto por salas. Tem também escritório, sala de jogos, seis suítes, duas saunas, piscina e três dependências para funcionários. Em seguida, vem o Juan Le Pins e o Apolo 11, ambos no Leblon e com características semelhantes. Afinal, para ser de luxo, o imóvel precisa estar enquadrado em alguns quesitos.

“O Rio tem vocação para hospedar empreendimentos de alto padrão por ter belas paisagens, mar, lagoa, área verde. A localização é o principal item a ser considerado, que significa paisagem. Além disso, a área do imóvel precisa ser de, no mínimo 170 metros quadrados, e ele precisa ter pelo menos quatro suítes e três vagas na garagem”, diz Ximenes.

Ipanema e Leblon são os bairros que concentram o maior número de posições no ranking dos 10 prédios mais caros do Rio. Mas a Barra da Tijuca já ocupa a 4ª posição, com o condomínio Singing Hill. Este é o único da lista que está fora da Zona Sul. A região ainda é pouco explorada, mas um quesito comum em todos os empreendimentos é a área de lazer, toda automatizada e com acabamento e equipamentos sofisticados.

“Na Zona Sul não há tanta preocupação em construir prédios com tanta infraestrutura. Há empreendimentos que não têm playground, por exemplo. Mas na Barra da Tijuca, 95% dos edifícios de alto padrão possuem ampla área de lazer”, diz o corretor de luxo.

O perfil dos compradores tem mudado bastante. Se até uma década atrás, eram empresários de mais de 45 anos que procuravam este tipo de imóvel, hoje, quem está assumindo boa parte das compras é o empresário de 35. O preço médio dos imóveis adquiridos por pessoas dessa etária chega a R$ 10 milhões.

A tendência, segundo Ximenes, é de que os preços dos apartamentos de luxo ainda aumentem – embora economistas afirmem que a tendência, com a alta dos juros, é que eles comecem a cair.

“Com as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), o mercado vai ficar mais aquecido. Os preços em Botafogo, por exemplo, podem aumentar em até 25%. Na Barra, com as Olimpíadas, os apartamentos serão mais notados. A escassez de terrenos continua, mas a procura por esse tipo de imóvel é constante e crescente.”

 

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