30/10/2006

Compra de imóvel usado deve incluir orçamento de reforma

Fonte: O Estado de S. Paulo

Quando a obra é necessária é bom saber o custo do trabalho; assim é possível conseguir desconto na hora de fechar o negócio

Comprar um imóvel usado inclui, na maioria das vezes, também a necessidade de uma futura reforma. Podem ser pequenas ou grandes mudanças. O importante é que não sejam muito caras, porque quem busca um imóvel usado busca qualidade aliada à economia.

É preciso lembrar que o orçamento vai ter de equilibrar o preço das prestações do financiamento, por exemplo, com os gastos como a reforma, móveis e acessórios para a casa nova.

Segundo o professor da Universidade Federal do Paraná e consultor da área financeira, Mauro Halfeld, é preciso fazer o cálculo para descobrir quanto se pode gastar na reforma de um imóvel.

Especialista em investimento em imóveis, ele recomenda que antes de fechar negócio o consumidor faça um orçamento da obra para saber o quanto gastaria.

Assim será possível barganhar e pedir um desconto na hora de fechar o negócio.

LIMITE Halfeld explica que, no caso de uma reforma da casa ou apartamento em que se mora, há um limite para os gastos com a reforma.

O valor é determinado pela diferença entre o preço do seu imóvel e o valor das casas ou apartamentos dos vizinhos. “Se o preço, do jeito que está, é de R$ 50 mil e nos vizinhos, em seu melhor estado de conservação valem R$ 80 mil, o seu limite será de R$ 30 mil”, explica Halfeld no livro Seu Imóvel, Como Comprar Bem, da Editora Fundamentos.

Outro conselho é evitar fazer uma reforma que transforme o imóvel no mais caro do bairro. Ele diz que isto poderá dificultar a recuperação do dinheiro investido numa futura venda.

Imóveis usados entre três e sete anos são, na avaliação de Halfeld, uma boa opção já que não precisam de grandes reformas e têm longa vida útil.

Ele explica que a conservação de uma casa dura mais do que a de um apartamento. Isto porque ela pode ser reformada com mais facilidade. Outro fator importante é o terreno, que se valoriza ao longo do tempo – passa a valer mais do que a casa que pode se depreciar – e poderá ser vendido no futuro pelo valor de mercado.
Dependendo da região da cidade, o valor do terreno é muito alto, como no caso de bairros que estão passando por verticalização.

Segundo Halfeld, alguns especialistas em avaliação imobiliária no Brasil afirmam que o porcentual de depreciação anual de um apartamento de luxo seria de 2,5% ao ano. Já uma casa modesta teria a porcentagem anual de depreciação de 1,5% ao ano.

Serviço – www.halfeld.com.br 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.