27/07/2007

Compra na planta está mais segura e acessível

Fonte: Jornal da Tarde

Crescimento do setor tem aumentado o número de aquisições de unidades em construção no Estado

O grande número de lançamentos imobiliários em diversas regiões do Estado e as recentes reformas na legislação que regulamenta as negociações parecem estar, aos poucos, acabando com alguns receios e diminuindo os riscos relacionados à aquisição de imóveis ainda na planta.

Com mais credibilidade, confiança e garantias neste tipo de negociação, as construtoras têm liqüidado todas suas unidades antes mesmo do início das obras.

“O consumidor está com mais segurança em adquirir um imóvel na planta. Os bancos e as construtoras estão oferecendo prazos cada vez mais longos e juros menores nos financiamentos. Isso tem aquecido a demanda”, explica o diretor-administrativo-financeiro da construtora Tecnisa Tomás Laszlo Banlaky. “Aquele produto que não cabia no bolso do consumidor agora está cabendo. Por isso, a venda de imóveis na planta está aquecida e é a grande aposta do mercado”, complementa.

Somente no ano passado, os dez bairros da Capital que mais receberam lançamentos imobiliários somaram 10.963 novas unidades disponíveis no mercado, segundo levantamento da Empresa Brasileira de Estudo do Patrimônio (Embraesp).

Além das facilidades de pagamento – algumas construtoras financiam suas unidades em até 25 anos com taxas de juros mais favoráveis –, a criação de dispositivos legais que trazem mais segurança aos compradores tem alavancado as vendas de novos imóveis. O exemplo mais expressivo é o da elaboração do patrimônio de afetação e da Sociedade de Propósito Específico (SPE), ambos instituídos pela Lei 10.931 em agosto de 2004. Enquanto o primeiro proíbe que o incorporador utilize o dinheiro das vendas das unidades em outra atividade, a SPE exige a abertura de empresa para cada empreendimento.

“Antes existiam diversos problemas na compra de imóvel na planta. O cliente tinha mais receio. Mas hoje as regras são mais rigorosas. Todas as empresas envolvidas no processo estão muito mais sérias e o mercado está mais consolidado”, relata o diretor da imobiliária Lopes, Carlos Kapudjian. “O receio maior do consumidor é ter uma decepção em relação ao que foi apresentado. Isso tem sido dirimido nos últimos anos”, complementa o especialista.

As medidas foram criadas para regulamentar as empresas do setor e evitar os prejuízos dos compradores, como ocorreu quando da falência da incorporadora Encol S/A, que deixou na década de 90 cerca de 720 obras inacabadas em todo o país e centenas de famílias sem seus imóveis.

Embora a Encol fosse na época uma das maiores empresas no setor, as líderes do segmento na atualidade afirmam que o contexto hoje é completamente diferente. “A maioria das construtoras é empresas de capital aberto. Ou seja, elas são mais profissionais e responsáveis e os seus balanços são públicos, o que favorece o consumidor”, diz Banlaky, diretor da construtora Tecnisa.

Uma das cerca de 20 empresas do segmento com capital aberto, a Tecnisa tem sentindo nas vendas a onda de otimismo que envolve o mercado e os consumidores. “O que a gente percebe é que todos os últimos empreendimentos da Tecnisa foram vendidos com velocidade superior a dos últimos anos”, destaca o diretor da construtora.

 

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