30/05/2008

Compras e lazer bem ao lado

Fonte: Jornal da Tarde

Centros de compras atraem investimentos e trazem valorização ao mercado imobiliário

Márcio Fernandes/AEZap o especialista em imóveisA Vila Andrade até mudou informalmente de nome após a construção do Shopping Jardim Sul, que atraiu vários empreendimentos, inclusive da própria construtora do Shopping

O Shopping Jardim Sul, que fica na Vila Andrade, Zona Sul da Capital, é um bom exemplo de como um shopping pode alavancar o mercado imobiliário. Em 2004, quando o shopping completava treze anos e estava sendo ampliado, o empreendimento Raízes da Mata, da Camargo Corrêa
Desenvolvimento Imobiliário (CCDI), foi lançado com preço
médio de R$ 2 mil o m² (um apartamento de 100m2 custava,
portanto, R$ 200 mil).

Hoje, a Camargo Corrêa está lançando um imóvel muito semelhante e em local bem próximo por R$4 mil o m2, o dobro do valor de quatro anos atrás. “O Shopping ancorou a região. A CCDI também investe em empreendimentos
comerciais no local porque acredita que a solução para São Paulo é criar núcleos, com moradias, escritórios e centro de compras, como o que foi feito com sucesso no Jardim Sul”, diz Maurício Barbosa, diretor de incorporação da CCDI.

Mas a valorização da área não foi por acaso. Foi estratégica. O mercado imobiliário já tinha percebido que os centros de compras criam demanda por moradia.

A Camargo Corrêa, que havia recebido uma grande área na região como parte de pagamento por obras executadas no bairro, optou por incorporar primeiro um shopping e, só anos depois, lançar empreendimentos residenciais, tomando proveito da valorização que o shopping fatalmente traria. Desde o início desta década, a CCDI lançou 17 empreendimentos na região, total de 2.230 unidades.

O sucesso do Jardim Sul, shopping que rebatizou o bairro da Vila Andrade, foi repetido pela Sintra Empreendimentos Imobiliários e pelo Grupo Espírito Santo na região de Alto de Pinheiros, onde, em 2002, foi inaugurado o Shopping Villa-Lobos. Os sócios do Shopping também eram donos de uma grande área na região, adquirida há duas décadas, e tomaram a decisão de lançar primeiro o centro de compras e só dois
anos depois as nove torres do empreendimento Praça Villa-
Lobos.

Além de poder vender os apartamentos por um preço maior,
as últimas unidades do Praça Villa-Lobos custam hoje cerca de R$ 10 mil o m2, os incorporadores podem usar a proximidade a um shopping consolidado como um bom argumento de venda das unidades de seus empreendimentos.

No Parque Villa-Lobos aproximidade ao shopping foi totalmente explorada: os moradores não precisam sair do condomínio para ir às compras: podem usar o acesso exclusivo ao shopping.

A Agra Incorporadora também acredita que proximidade a shoppings é um forte argumento de venda. “A proximidade a shoppings ajuda na comunicação com o comprador”, diz Eduardo Telles, diretor comercial da Agra.

A incorporadora está prestes a lançar o Vila Nova Leopoldina,
complexo de dois empreendimentos residenciais a cinco quadras do Shopping Villa-Lobos. Os apartamentos, de 152 m 2 a 210 m², de até quatro quartos, começam a ser vendidos a partir de junho, com preços ainda não definidos.

 

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