16/02/2009

Condomínio aprova medida

Fonte: Jornal da Tarde

Administradoras incentivam, e serviço já é oferecido por até 30% das unidades da carteira

Sérgio Castro/AEHidrômetros individualizados instalados na cobertura do CondomínioSummer Palace, na zona leste

Os condomínios incentivam a instalação do serviço considerando a economia e a valorização do imóvel. O número de unidades com o serviço instalado chegam a atingir 20% da carteira das empresas.

No Grupo Hubert, as unidades com o serviço somam 5 mil, o que corresponde a cerca de 80 prédios e 20% da carteira. Hubert Gebara, diretor da administradora e vice-presidente de administração imobiliária e de condomínios do Secovi, lembra que não há nenhuma legislação que obrigue corretores a ter o hidrômetro individualizado, mas a instalação vale a pena. ?Escolhemos quatro orçamentos e aprovamos o conveniente. A economia é automática, pois mexe no bolso dos moradores. A medida é aprovada em assembleia e há uma arrecadação extraordinária por unidade.?

A instalação, segundo Gebara, geralmente acontece em empreendimentos que já contêm pontos instalados. ?Em prédios de 800 m², com quatro suítes e revestidos de mármore, não há viabilidade técnica?, lembra.

Na Fonsi, que administra 70 condomínios na capital, a individualização de água corresponde a 10% das unidades. ?São prédios onde a conta de água tem custo muito elevado, que chega a atingir 30% da cota. Nesse cenário, o serviço se torna vantajoso?, explica Carlos Alberto Fonsi, diretor de condomínios da administradora.

O custo médio da instalação dos medidores é de R$450 por unidade

Ele diz que o custo médio da instalação é de R$ 450 por unidade com somente um ponto de água, geralmente de até 60 m2 em conjuntos residenciais com 60 apartamentos. ?O morador precisa ter retorno a curto prazo, em no máximo seis meses.?

Ele cita o condomínio Summer Place, na zona leste da cidade, prédio residencial com 60 apartamentos cujo custo com água totalizava R$ 6 mil. ?O rateio representava R$ 100 por apartamento e um terço da cota condominial. Após a instalação, que custou R$ 400, há unidades que hoje pagam a taxa mínima de R$ 26, e quem consome mais paga até R$ 100. A inadimplência caiu 50% em função do corte de água?, explica.

Na Lello, Raquel Bueno Tomasini, gerente de produtos e parcerias da administradora, conta que o serviço faz parte de 15% da carteira. ?A medição individual ajuda a reduzir a inadimplência. Acreditamos que a medição pela Sabesp vai impulsionar a implementação do serviço. Há um mês, quando o programa da companhia foi lançado, percebemos um aumento de 5% nas solicitações de orçamentos.?

40 MIL PRÉDIOS – As unidades que fizeram reforma para receber a individualização de água ou já possuem pontos na hora da entrega pela construtora somam 150 mil apartamentos. São 40 mil unidades apenas em São Paulo, conforme dados da Agência Nacional de Águas (ANA).

Eduardo Felipe Cavalcanti, especialista em recursos hídricos da agência, lembra que o número é subestimado, pois não tem dados da Sabesp.

Ele lembra que, hoje, cada empresa possui suas próprias normas de instalação. ?Não há uma norma técnica nacional. Os municípios estão elaborando suas próprias leis. Como consequência, houve muito serviço mal feito na cidade de São Paulo. Agora, com o programa da Sabesp, as coisas podem enfim melhorar.?

Cerca de 60 prédios na região metropolitana e Santos já estão em fase final de fechar o serviço com a Sabesp. São sete mil apartamentos. Para mais informações, acesse o site www.proacqua.org.br.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.