29/01/2009

Condomínio nas alturas

Fonte: Jornal da Tarde

Dados do Dieese mostram que o valor médio das taxas de condomínio subiu 12% no ano passado, praticamente o dobro da inflação do período

O custo de manutenção dos condomínios subiu em média 12% na cidade de São Paulo em 2008, mostra pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esse é o maior aumento registrado pela instituição desde 1995. O resultado está dentro do Índice de Custo de Vida (ICV), que, no geral, apresentou alta de 6,10% em 2008, o que mostra que os gastos da área comum de condomínios residenciais e comerciais foi quase o dobro da inflação.

As administradoras de condomínio consideram exagerado o número apresentado pelo Dieese. Para elas, a inflação nos condomínios em 2008 ficou por volta dos 8%, porcentual ainda acima da inflação. No entanto, somente o custo com funcionários do condomínio subiu 9% em outubro, quando ocorreu o dissídio dos trabalhadores. O gasto com mão-de-obra representa, em média, 45% dos orçamento total para os condôminos.

“Nos anos anteriores o aumento para os funcionários ficou por volta de 5% ou 6%. Em 2008, 9% foi acima do esperado por muitos condomínios”, afirma Omar Anauate, diretor de condomínios da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (Aabic).

Além do gasto com pessoal, outros pontos que pesaram nos condomínios no ano passado foram o aumento do Índice de Preço Geral-Mercado (IGP-M), que reajusta os contratos de prestação de serviço de conservação, manutenção e administração do condomínio, e o aumento da conta de energia elétrica, que subiu 8,63% e também usa o IGP-M, e da água.

Para o vice-presidente de administração e condomínios do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), Hubert Gebara, outra questão que pode ter ajudado a elevar a média de aumento das taxas foram os mais de 100 condomínios entregues no ano passado. “A previsão inicial é sempre baixa, e as taxas de condomínios são reajustadas ao longo do ano conforme os moradores vão chegando”, comenta.

Para a Lello Condomínios, o destaque positivo do ano passado foi a queda da inadimplência. Para a administradora, o valor ficou em 4%, enquanto no mercado esse índice gira em torno dos 8%.

Em relação a este ano, as administradoras acreditam que o aumento, que será feito no primeiro trimestre, deverá ficar mais próximo da inflação anual.

FRASE
“Nos anos anteriores, o aumento para os funcionários ficou por volta de 5% ou 6%. Em 2008, 9% foi acima do esperado por muitos condomínios.”

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