18/06/2004

Condomínios fechados proliferam no interior do Brasil

Fonte: Editoria Zap

Depois da expansão acentuada nas proximidades de grandes metrópoles, os condomínios fechados passam a ser também objeto de desejo de moradores de cidades do interior de Minas.

Em várias cidades de médio porte do interior do Brasil, especialmente em São Paulo e no Sul do país, observa-se o crescimento acentuado de condomínios fechados. Exemplo disso é o tradicional Alphaville, já presente em cidades como Londrina (PR), Maringá (PR) e Gramado (RS). As razões que levam os moradores do interior a adquirir um lote e se mudar com a família para um condomínio fechado são parecidas com aquelas apontadas pelos que vivem nas capitais. A principal delas é a busca pela maior segurança, tranqüilidade e qualidade de vida.

Em Minas Gerais, os condomínios se proliferaram, especialmente, em Nova Lima e Lagoa Santa, mas também começam a surgir em outras cidades do interior. Em Ipatinga, a Ápia Empreendimentos lançou o condomínio Village Nobre, com 161 lotes. Direcionado à classe A, o empreendimento localiza-se no ponto mais alto do bairro Cidade Nobre com área verde, vista e ventilação privilegiadas, além de área de comércio perto.

No Vale do Aço, os moradores reclamam de violência, falta de privacidade nos bairros abertos e trânsito intenso. São esses alguns dos problemas apontados por pessoas que decidiram investir num novo padrão de qualidade de vida.

“Ipatinga é uma cidade abafada e está ficando violenta. O trânsito está complicado até mesmo nos bairros nobres. A cidade está começando a ter características de capital. Foi por isso que comprei um lote no Village Nobre, localizado numa região ventilada e com área verde”, diz o comerciante José Saturnino Guimarães Neto, de 33 anos. Ele espera ter mais tranqüilidade ao trocar o apartamento na cidade por uma casa em condomínio fechado. Além disso, ele é solteiro e faz parte de um tipo de público crescente nos condomínios, segundo destaca o diretor da Ápia Empreendimentos, Felipe Pretti Monte-Mór. Quanto às despesas com condomínio, o comerciante diz que vale a pena o investimento e lembra: “Nos prédios nós também não pagamos uma taxa?”.

A fisioterapeuta Marinez Campos, de 34 anos, está ansiosa para começar a construção de sua casa no Village Nobre. “Isto é tudo que eu sonhei: uma casa ventilada, num local mais alto e privilegiado. Estou satisfeita com a compra e pensando em uma melhor qualidade de vida”, destaca. Marinez tem dois filhos e reclama da falta de privacidade nos bairros abertos. “Se a gente constrói uma casa na cidade, corre o risco de ver um prédio construído ao lado”, diz. Ela também destaca a segurança no condomínio fechado como fator decisivo para a escolha.

O comerciante Rivadável Socorro de Carvalho, de 46 anos, também busca privacidade num condomínio fechado. “O cachorro do vizinho pode sujar a rua, que é pública. Já num condomínio, as regras são outras, pois os espaços são privativos. Acredito que vou ter mais tranqüilidade e segurança para a minha família”, destaca. Ele disse que a vista bonita também influenciou a compra do terreno no Village Nobre.

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