04/05/2008

Condomínios não estão na “”idade da pedra””

Fonte: O Estado de S. Paulo
Sergio Castro/AEZap o especialista em imóveisNovos tempos – Hoje síndico tem mais responsabilidades para conciliar na sua gestão

A história nos mostra que o homem sempre viveu em grupos. Ainda hoje, no século 21, esse costume de viver em comunidade continua pulsante. Somente na cidade de São Paulo, os condomínios já bateram a marca de 27 mil.

As formas de administrá-los evoluíram e ficaram mais complexas com o tempo. Hoje, os condomínios movimentam mais R$ 5 bilhões ao ano e geram mais de 210 mil empregos diretos, segundo dados do Sindicato das Empresas de Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Desse total, no entanto, pouco mais da metade faz parte das carteiras das empresas, especialistas no negócio de administrar. É verdade que até meados da década de 80 o mercado profissional para administração de condomínios era ainda mais restrito.

De lá para cá, acelerou-se a pressão por reduções de custo e pela conseqüente profissionalização, ampliando a presença de administradoras em todos os tipos de condomínios.

O aumento significativo do número de áreas comuns e de lazer, crescentes questões jurídicas, necessidade de rigor nas prestações de contas, regras contábeis mais complexas e evoluções em administração de recursos humanos, por exemplo, fizeram com que também os pequenos e médios condomínios tivessem de se modernizar e aumentar a produtividade, buscando apoio de administradoras profissionais. Enfim, o mercado amadurece e está em evolução.

Amadorismo

Porém, ainda restam aqueles que insistem em resgatar conceitos da “idade da pedra” para administrar condomínios tentando executar, com recursos materiais e humanos próprios, uma tarefa para a qual não detêm expertise. Síndicos e condôminos que não querem ouvir falar em empresas especializadas, principalmente por insegurança em relação a uma equivocada idéia de perda do controle da administração.

Nestes condomínios releva-se o fato de que administrar a partir do antigo conceito de amadorismo impede um entendimento mais preciso do potencial que o próprio condomínio possui. Provoca perda em relação à verificação de referências sobre o que está acontecendo no mercado, desvios de foco, dependência, e abre-se mão da amplitude de experiência das empresas e seus padrões de atendimento.

Apoio especializado 

A expertise da administradora, apta a conduzir o condomínio e efetuar a entrega dos resultados dentro de uma verdadeira moldura de parceria, não pode ser descartada. Na verdade, deve funcionar como uma assessoria do síndico e dos condôminos para os diversos segmentos relativos à área: administração financeira, controle de saldo bancário, aplicações e pagamento de despesas, entre outras. Ou seja, não há “perda de controle”. A empresa gerenciará questões funcionais exatamente a partir dos direcionamentos dos síndicos e condôminos.

Com apoio especializado, fica mais fácil entender, planejar e executar as ações que irão gerar melhorias para o grupo de moradores como um todo. A administradora, desde que valorize a proximidade deste relacionamento e esteja presente em todas as etapas do processo, terá sem dúvida o know-how para realmente entender com profundidade as necessidades do condomínio.

Nesse sentido, conhecimento sobre administração de prédios, recursos humanos qualificados e trabalho sério são aspectos fundamentais a serem observados por aqueles que desejam identificar e escolher as empresas com as quais irão trabalhar.

O fato é que a contratação de administradoras por parte dos condomínios segue em alta. E segue gerando mudanças que, comprovadamente, reduzem as despesas, aumentam a transparência, geram mais tranqüilidade e melhores chances à sustentabilidade dos condomínios, cada vez mais parecidos com as cidades do século 21 e deixar para trás conceitos velhos da época da pré-história.

*Antonio Couto é diretor superintendente da Lello Condomínios

 

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