26/09/2011

Condomínios se adaptam a necessidades de moradores com mais de 60 anos

Fonte: Jornal Extra
Henriette Krutman, síndica do condomínio do Edifício Augusto César Cantinho (Foto: Bruna Prado)

No dia 1º de outubro é celebrado o Dia Nacional do Idoso. Com o aumento do número de pessoas acima de 60 anos registrado no país, os condomínios se preocupam de forma crescente com questões relativas à acessibilidade e à qualidade de vida da terceira idade nos prédios.

Segundo dados preliminares do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com 65 anos ou mais no Brasil passou de 5,9%, em 2000, para 7,4% ,em 2010.

Diante dessa realidade, o condomínio do Edifício Augusto César Cantinho, em Botafogo, adotou algumas medidas para beneficiar os idosos, que vão desde mudanças na estrutura do prédio a atividades físicas — pilates e hidroterapia — e capacitação de mão de obra.

“Além das ações físicas, trabalhamos com a questão da sociabilidade. A definição de aposentado é alguém que não sai do aposento. Tentamos mudar isso, a partir de atividades nas áreas comuns e convidando os moradores a participar da nossa gestão”, explica a síndica do condomínio e diretora executiva da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Henriette Krutman.

Ela também lembra a importância do treinamento dos funcionários. Os oito porteiros do edifício fizeram o curso “Porteiro amigo do idoso”, elaborado pelo Grupo Bradesco Seguros, em parceria com o Senac-RJ:

“Nossos porteiros estão habilitados a ajudar os idosos, sempre que necessário. Eles sabem lidar com a cadeira de rodas, como carregá-los da melhor forma e a quem procurar, num caso de emergência.”

Esses conhecimentos técnicos ajudaram a salvar a vida da moradora mais idosa do edifício. A aposentada Almerinda Capella, de 104 anos, que vive com uma acompanhante, já caiu no apartamento e foi socorrida por um dos empregados treinados.

“Ela desmaiou enquanto tomava banho. A acompanhante, então, me chamou. Eu a enrolei num lençol e a coloquei na cama, cuidando para manter sua cabeça mais elevada, com o apoio de um travesseiro”, explica o porteiro chefe do prédio, Carlos Roberto Bento, formado na primeira turma do curso promovido no Senac de Copacabana.

Situações mostram dificuldades – No mercado, há alguns cursos de capacitação oferecidos aos porteiros, com ênfase no cuidado com os idosos. Uma das iniciativas é o “Porteiro amigo do idoso”, que tem o apoio do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi Rio). O treinamento gratuito, oferecido no momento para os zeladores de prédios de Copacabana, bairro com mais idosos na cidade, traz situações práticas e reflexões sobre o processo de envelhecimento.

“Numa das ações, colocamos peso nas pernas dos alunos ou usamos óculos que reduzem a visão, para que eles entendam as principais dificuldades dos idosos”, conta a responsável pelo projeto, Rosana Gonçalves.

O Secovi também prepara uma capacitação direcionada. A partir de janeiro, o curso “Qualidade nos serviços de portaria” vai ganhar mais três horas para tratar da questão dos idosos.

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