15/09/2011

Conheça a trajetória histórica de coincidência e sucesso do café

Conheça a trajetória histórica de coincidência e sucesso do café

Fonte: Revista do ZAP

Dos campos pastoris da África ao Ocidente, os frutos cafeeiros animaram monges e se transformaram em uma das mais importantes mercadorias do mundo moderno

Grãos de café

 

Dizem que tudo começou quando o pastor de cabras Kaldi observou seus animais comerem os frutos de alguns arbustos nos campos da antiga Absínia – hoje Etiópia –, há cerca de mil anos. Ele notou que as cabras pareciam alegres e saltitantes e que isso acontecia sempre que os bichos mastigavam aqueles frutos de coloração amarelo-avermelhada.

Graças a esta fonte de alegria e motivação, o rebanho seguia por vários quilômetros sem se cansar. O pastor comentou sobre o comportamento das suas cabras a um monge da região, que resolveu fazer uma experiência com os frutos dos arbustos, levando-os até o monastério. Ele percebeu que eram amargos e duros e decidiu realizar uma infusão. Ao beber o líquido escuro, o monge notou que resistia mais ao sono enquanto orava ou durante suas longas horas de leitura.

A descoberta entusiasmou outros monges e se espalhou rapidamente entre os mosteiros: daí por que o café foi cultivado pela primeira vez em monastérios islâmicos no Iêmen. Mas foi somente por volta do ano de 1500 que os primeiros grãos foram torrados para se transformar no delicioso café que bebemos até hoje.

O café propagou-se para o Ocidente e foi o motor da economia mercantilista, que sustentou o desenvolvimento do capitalismo. Além disso, integrou-se naturalmente entre debates e preocupações científicas e financeiras da sociedade moderna. Esteve e ainda se mantém muito presente nas mesas dos cafés, entre discussões políticas, artísticas ou simplesmente para animar um bate-papo entre amigos.Xícara da Royal Design

A palavra “café” tem origem do árabe qahwa, que significa, veja só, “vinho”. Isso se deve à importância que a planta passou a ter para o mundo árabe: foi adotado por todo o mundo muçulmano como bebida social, já que a religião se abstém do álcool e utilizava, até então, apenas o chá em eventos e reuniões. Esta relevância fez com que o naturalista sueco Lineu (que elaborou um detalhado sistema de classificação dos seres vivos) batizasse o café com o nome científico de Coffea arábica. Hoje, o termo arábica classifica uma espécie de grãos de café cujo teor de cafeína é relativamente baixo; os frutos são redondos, suaves, levemente amargos, de cor achocolatada e perfume intenso. Há duas variedades botânicas distintas: arábica (typica) e bourbon.

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