29/03/2010

Conheça o modelo da casa do futuro

Fonte: O Globo

Rio de Janeiro – Basta girar o quarto ou deslocar uma das paredes da sala para contemplar uma paisagem diferente. E se precisar de uma sombra na varanda, uma opção é mover um pouco a laje. Afinal, quase tudo nesta casa é móvel. É só apertar um botão e os cômodos correm sobre trilhos. Os … Continue lendo “Conheça o modelo da casa do futuro”

No projeto Tic Tac, dos arquitetos Fernando Forte, Lourenço Gimenez e Rodrigo Marcondez Ferras, a laje, comodos e paredes são móveis (Foto: O Globo)
No projeto Tic Tac, dos arquitetos Fernando Forte, Lourenço Gimenez e Rodrigo Marcondez Ferras, a laje, comodos e paredes são móveis (Foto: O Globo)

Rio de Janeiro – Basta girar o quarto ou deslocar uma das paredes da sala para contemplar uma paisagem diferente. E se precisar de uma sombra na varanda, uma opção é mover um pouco a laje. Afinal, quase tudo nesta casa é móvel. É só apertar um botão e os cômodos correm sobre trilhos. Os responsáveis por este projeto flexível, o Tic Tac, são os arquitetos Fernando Forte, Lourenço Gimenez e Rodrigo Marcondes Ferraz, do escritório paulistano FGMF.

O modelo de imóvel foi criado a pedido da revista britânica Wallpaper, que incluiu o trio no ranking dos 30 profissionais mais promissores do mundo na área de arquitetura.

“A revista pediu que criássemos um projeto que refletisse o conceito do escritório. Nossos trabalhos buscam desenhos flexíveis, que trabalhem a integração entre os espaços internos e externos, que proponham ambientes que estão entre o estar dentro e fora de casa. Foi a partir disso que criamos essa casa mutante, que tem partes que se mexem de acordo com as necessidades do morador. Só a cozinha e o banheiro que, por causa das instalações hidráulicas, não podem ser deslocados pelo terreno”, diz o arquiteto Rodrigo Marcondez Ferraz.

O Tic Tac tem 77 metros quadrados com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Isso quando está todo fechado, sem dar giros de até 180 graus em algum dos cômodos, deslocar paredes ou a laje superior. Pois, nesse caso, a casa pode atingir o triplo do tamanho original.

“A ideia é que o imóvel seja erguido sobre um platô, de até 400 metros quadrados. Nele, há trilhos por onde os cômodos podem ser deslocados. Pelas vigas metálicas correm as paredes, também feitas com placas de metal e cobertas internamente de gesso.”

A questão da sustentabilidade também passa pelo projeto. Sua concepção permite a redução de resíduos de obra. Além disso, na construção são utilizados materiais recicláveis, como ferro e alumínio. E o deslocamento das paredes, quartos, sala e laje permitem ao morador aproveitar ao máximo a energia solar.

Este projeto mutante ainda não foi executado. Por enquanto, está apenas no papel. Mas, segundo os arquitetos, ele, pode, sim, ser construído. Para isso, é preciso ter um terreno bem plano. No entanto, por ser desnecessária uma fundação, não há exigência quanto ao tipo de solo.

Projeto similar ao Tic Tac, feito pelos arquitetos da FGMF, tem como opção a o deslocamento da laje
Projeto similar ao Tic Tac, feito pelos arquitetos da FGMF, tem como opção a o deslocamento da laje

UM PROJETO SIMILAR EM SÃO PAULO – Em Bauru, já começou a ser erguida pelos arquitetos da FGMF uma casa inspirada no modelo flexível. Na parte superior do imóvel, há uma laje com rodinhas para poder deslocá-la de um lado para o outro. Tudo bem que ainda é uma forma tímida de mover as partes até então fixas da casa. Mas, talvez, a partir de projetos como esse, o mundo terá, em 40 ou 50 anos, uma cidade toda flexível, que pode ser constantemente reconfigurada, conforme a criatividade e necessidade do morador.

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