09/06/2014

Conheça os cuidados com as locações residenciais durante a Copa

Conheça os cuidados com as locações residenciais durante a Copa

Fonte: Revista do ZAP

Mesmo para curtos períodos de tempo, é importante formalizar o contrato de locação para evitar problemas desagradáveis

A perspectiva é de que o país receba cerca de 600 mil turistas estrangeiros e 1,1 milhão de brasileiros viajando em território nacional nos próximos dias. No Rio Grande do Sul, são esperados 270 mil brasileiros e estrangeiros para assistir à Copa do Mundo e acompanhar a movimentação provocada pelos jogos. No entanto, a chegada dos viajantes não foi sentida nas imobiliárias porto-alegrenses que trabalham com aluguel por temporada. Ângela del Grande, gerente de locações da Luagge Imóveis, garante que o desinteresse foi de ambos os lados.

Com a expectativa da vinda dos turistas, no início do ano, a imobiliária contatou os proprietários dos imóveis para consultar sobre a perspectiva de alugar durante a Copa, o que, segundo Ângela, foi negado por quase 100% da carteira. Mas a empresa não notou a falta de unidades em seus negócios, já que não houve ligações de turistas – brasileiros ou estrangeiros – à procura.

“Aguardávamos uma demanda bem maior. Acredito que os viajantes procuraram outro tipo de hospedagem, como hotéis e flats, em detrimento de apartamentos”, explica.

Sites internacionais de locação de imóveis diretamente com os proprietários também podem explicar a ausência de contatos intermediados por imobiliárias. Ainda assim, o corretor de imóveis João Henrique Ferraz garante que ainda há ofertas do tipo na Innove Imóveis. Segundo ele, cerca de 5% da carteira da empresa foi disponibilizada para locação durante os dias da Copa do Mundo, com preços cerca de 30% maiores do que em períodos regulares.

Quem decide alugar seu imóvel por conta própria deve tomar algumas precauções que protegem tanto locatários temporários quanto locadores. Segundo a advogada Luciana Martinez, especialista em Gestão de Negócios, o primordial é que essa negociação seja finalizada com um contrato de locação temporária, mesmo em se tratando de curtos períodos.

“O contrato deve ser redigido com prazo fixado e, para evitar problemas, o valor da caução deve cobrir parte considerável de um possível prejuízo”, informa a advogada.

Recomenda-se que o cheque caução (ou, no caso de estrangeiros, valor em espécie) seja cobrado mesmo em caso de pagamento antecipado, já que serve para cobrir avarias causadas pelos locadores. Luciana garante que a Lei de Locações de Imóveis Urbanos (N° 8.245/91) detalha esse tipo de locação e prevê a caução.

:: Veja as precauções para fechar um bom negócio caso tenha decidido alugar seu imóvel:

– Qualquer negociação deve ser concretizada em um contrato, que garante direitos e deveres de locador e locatário;

– As regras para negociações de locação em geral – incluindo aluguel por temporada – estão previstas na Lei de Locações de Imóveis Urbanos (N° 8.245/91);

– Contratos temporários duram, no máximo, 90 dias;

– Mobília e utensílios existentes no imóvel devem ser listados e incluídos no contrato, assim como o estado em que se encontram. Essa relação deverá ser vistoriada e assinada pelo locatário no momento da entrada no imóvel;

– O locador deve notificar o locatário caso este permaneça mais de trinta dias no imóvel após o término do contrato. Se a notificação não ocorrer, a negociação fica prorrogada por tempo indeterminado, dentro das regras de uma locação comum residencial;

– É recomendada a cobrança de uma caução (cheque ou valor em espécie), mesmo que o aluguel tenha sido pago antecipadamente. A caução se destina a cobrir custos de possíveis avarias provocadas pelo locatário;

– Na dúvida, consulte um especialista para garantir o sucesso da negociação.

Com informações de Luciana Martinez, advogada

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