07/04/2010

Conheça os projetos de brasileiros que irão participar da Bienal Iberoamericana de Arquitetura

Fonte: O Globo

Rio de Janeiro – Projetos com soluções inovadoras ou design irreverente. Na Bienal Iberoamericana de Arquitetura, que acontecerá entre os dias 11 e 17 de outubro em Medellín, na Colômbia, serão apresentados, dentre mais de 300 trabalhos realizados entre 1° de janeiro de 2007 e 31 de dezembro de 2009, 10 de escritórios brasileiros. Confira os escolhidos:

Projeto 1 – Biblioteca de São Paulo
Autor: Aflalo & Gasperini Arquitetos

(Fotos: O Globo)
(Fotos: O Globo)

No lugar das celas do antigo Complexo Presidiário Carandiru, hoje Parque da Juventude, salas repletas de estantes com livros e áreas verdes. No projeto do escritório Aflalo & Gasperini Arquitetos para a Biblioteca de São Paulo, os espaços do prédio, de dois andares, com 4,5 mil metros quadrados, foi todo dividido não por paredes, mas por móveis e prateleiras coloridos. Os vidros das janelas ganharam serigrafias lúdicas para diminuir a transparência dos vidros. O programa é constituído por um pavimento térreo com recepção, acervo, auditório, módulos para leitura para crianças e adolescentes e áreas de multimídia. O terraço existente neste pavimento abriga uma cafeteria, áreas de estar e espaço para performances. No pavimento superior, encontram-se além do acervo, um módulo restrito para leitura de adultos, áreas de multimídia e outros espaços para leitura.

Projeto 2 – Box House
Autor: Yuri Vital

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O conjunto residencial Box House, do arquiteto Yuri Vital, chama a atenção de quem passa pela Freguesia do Ó, em São Paulo, por seu design diferente. As 17 casas do empreendimento de baixo custo parecem caixas. Cada uma delas possui 46 metros quadrados, com dois andares. Para não ultrapassar o limite de 6 metros de altura estabelecido pela prefeitura, foi idealizado um meio nível abaixo do perfil do terreno para comportar a garagem, o depósito e a bancada, e o primeiro pavimento, com sala, lavabo, cozinha e área de serviço, encontra-se a apenas meio nível acima. No pavimento superior, estão dispostos dois quartos e um banheiro. O projeto venceu o Prêmio IAB-SP 2008 na categoria “Habitação de Interesse Social”.

Projeto 3 – Casa de Ubatuba
Autor: Ângelo Bucci

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Em um terreno íngreme da praia do Tenório, em Ubatuba, São Paulo, o arquiteto Ângelo Bucci criou uma residência com segundo andar flutuante, que parece sobrevoar as árvores que rodeiam o empreendimento, preservando assim, a vegetação do local. A casa é toda sustentada por três pilares de concreto.

Projeto 4 – Centro Educativo Burle Marx – Brumadinho (MG)
Autores: Alexandre Brasil e Paula Zasnicoff Cardoso

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Na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais, os arquitetos Alexandre Brasil e Paula Zasnicoff Cardoso criaram o Centro Educativo Burle Marx, que funde a experimentação arquitetônica com o paisagismo local. A dupla construiu um espelho d”agua e um jardim suspenso que pode ser visto da laje da cobertura do empreendimento. Dali, o visitante observa o diálogo entre o lago artificial e o adjacente ao Centro, que fica quase no mesmo nível topográfico.

Projeto 5 – Residencial Aimberê
Autor: Andrade Moretinn Associados

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O edifício, projetado pelo escritório Andrade Moretinn Associados, foge do lugar-comum por sua fachada irreverente, na comparação com as outras edificações da capital paulistana. Sua estrutura é composta por unidades autônomas com áreas variando entre 95 e 215 metros quadrados. Ou seja, cada uma delas possui uma forma específica. Existem apartamentos com pé-direito duplo, outros que se abrem para os jardins do térreo e os que usam a cobertura como solário.

Projeto 6 – Hospital Sarah Kubitschek – Rio de Janeiro (RJ)
Autor: João Filgueiras Lima (Lelé)

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Com 52 mil metros quadrados de área construída, o complexo se destaca por suas coberturas onduladas, diferentes das soluções convencionalmente adotadas em hospitais. Além disso, há um auditório que remete o visitante a uma oca indígena, a uma lona de circo ou a uma flor em céu aberto. Essa miscelânea de interpretações visuais do empreendimento foi um recurso utilizado pelo arquiteto João Filgueiras Lima para amenizar a dor dos pacientes.

Projeto 7 – Memorial da Imigração Japonesa – Belo Horizonte (MG)
Autores: Gustavo de Araújo Penna, Mariza Machado Coelho, Paulo Pederneiras

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As rampas que dão acesso ao Memorial da Imigração Japonesa, dos arquitetos Gustavo de Araújo Penna, Mariza Machado Coelho e Paulo Pederneiras, representam a ligação simbólica entre Japão e Minas Gerais. A forma circular do pavilhão de exposições do empreendimento, que fica suspenso sobre um espelho d”água, pretende representar a separação física entre o Brasil e o Japão. Painéis de fotos com a história da presença japonesa no estado mineiro adornam as praças que contornam o Memorial.

Museu do Pão – Ilópolis (RS)
Autor: Brasil Arquitetura

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O Museu do Pão, da Brasil Arquitetura, faz parte do projeto de restauração do Moinho Colognese, uma antiga construção da cidade de Ilópolis. Com uma linguagem contemporânea e bastante brasileira, os arquitetos projetaram dois novos blocos em concreto e vidro que dialogam com o velho moinho de madeira. O projeto chama a atenção por seu espaço expositivo que é completamente transparente, fechado com panos de vidro e protegido da incidência solar por painéis de madeira corrediços externos. Neste pequeno conjunto, tudo é museu e museografia, incluindo aí a arquitetura, o jardim, os objetos e seus significados.

Praça Victor Civita – São Paulo (SP)
Autores: Adriana Blay Levisky e Anna Julia Dietzsc

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Uma área contaminada de 130 mil metros quadrados da região metropolitana de São Paulo foi convertida em um parque público pelas arquitetas Adriana Blay Levisky e Anna Julia Dietzsc a partir de uma parceria entre a prefeitura local e o Instituto Abril. A Praça Victor Civita propõe uma solução sustentável que integra elementos políticos, culturais e ecológicos. A ideia é manter o público suspenso do solo, já que o local está contaminado com substâncias tóxicas provenientes de resíduos domiciliares e hospitalares processados na área até 1989. Para minimizara interferência, foi feito um grande deck de madeira certificada e uma laje alveolar nas transversais, além de bordas na praça. O espaço contempla ainda um centro de educação ambiental, arena de espetáculos, pista de skate, bosque, equipamentos de ginástica ao ar livre, pista de caminhada, laboratório de plantas, área de investigação de espécies e centro de convivência para a terceira idade.

Projeto 10 – Sede da Fundação Iberê Camargo – Porto Alegre (RS)
Autor: Álvaro Siza Vieira

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A Fundação Iberê Camargo foi o primeiro projeto do arquiteto português Álvaro Siza no Brasil. O empreendimento de 5 mil metros quadrados e quatro andares é dividido em uma área para o museu e outra para atividades diversas, como auditório, biblioteca, reserva técnica, loja e cafeteria.

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6 Comentários

  1. Pena que não possuo nenhum conhecimento de arquitetura, pois, só posso de dizer que ficaram simplesmente lindos!

  2. menção honrosa á criatividade dos projetos. Parabens aos arquitetos que dão a sua contribuicão para dignificar nossa Pátria criando beleza e valorizando os espaços publicos.Fiquei feliz ao ler esta reportagem e espero conhecer alguns deles que estão mais acessíveis.

  3. essas construções são verdadeiras obras de arte o melhor da arquitetura é poder trabalhar fazendo arte!!Parebéns a todos o Brasil está muito bem representado BOA SORTE!!

  4. que maravillha espero que todos ganhe e seria muito bom todas as faculdades que dão aula de arquitetura benificiarem suas cidades com projetos como esses feitos pelos alunos ,seria bom para as faculdades,os alunos e a cidade.

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