30/10/2006

Consórcio é alternativa para compra

Fonte: O Estado de S. Paulo

Aplicação da taxa de administração, que é diluída ao longo dos anos, é atrativo para consumidor que pode esperar pelo imóvel

Eptácio Pessoa/AEZap o especialista em imóveisCataldi: `A taxa que se paga é menor do que a do financiamento´

FGTS pode ser usado para consumidor dar o lance, desde que seja o primeiro imóvel

Compra

Alexandra Penhalver A possibilidade de investir no imóvel próprio ao participar de um grupo de consórcio é, para muitos, uma alternativa. A cobrança da taxa administrativa que é diluída nas parcelas e a ausência de juros é o motivo apontado por consumidores.

Há consórcios para imóveis residenciais novos ou usados, comerciais, rurais e de veraneio. Para entrar no negócio o cliente não pode ter pressa, já que este é um investimento a longo prazo – geralmente de 60 a 120 meses.

“Escolhi o consórcio da Caixa Econômica Federal porque ela tem tradição. A taxa que se paga é menor do que o financiamento (juros de 12% ano ano, em média) e assim se desembolsa menos dinheiro”, afirma o advogado Fernando Pacheco Cataldi. Ele foi sorteado na semana passada e vai juntar suas economias à carta de crédito para comprar o apartamento.

Quem adquire uma cota de consórcio paga uma taxa administrativa, de cerca de 18% sobre o valor emprestado, para todo o período. No caso, por exemplo, de 10 anos, isso equivaleria a 1,8% ao ano. Além disso há o fundo de reserva de cerca de 3% do total adquirido e o seguro de vida (opcional) que, em caso de morte, quita o imóvel e devolve a família o que já foi pago.

Mercado

O interesse nesta fatia do mercado cresceu o que fez com que os bancos, com experiência no financiamento habitacional, investissem na área . É o caso do Bradesco que, com 36 mil cotas, lidera hoje o ranking do Banco Central, que regula o setor. “As pessoas gostam do consórcio porque podem usar o FGTS para fazer o lance, desde que seja o primeiro imóvel”, explica o diretor-presidente do Bradesco Consórcio, Celso Barbuto. Segundo ele, até 10% do valor da carta de crédito pode ser usado para pagar a documentação do imóvel.

O diretor de Consórcios da Caixa Econômica Federal, Ricardo Taliamini, concorda ao dizer que a formatação do consórcio é mais barata. A instituição é hoje a segunda administradora do mercado com 32 mil cotistas. Ele diz que o banco oferece ao consumidor uma rede de engenheiros que faz a verificação técnica do imóvel acelera a entrega. “Temos um seguro que, no caso de quebra do empreendedor, garante a continuidade da obra.” Os valores dos consórcios varia em cada empresa. A Caixa oferece crédito R$ 15 mil a R$ 180 mil. Já o Bradesco tem planos de R$ 20 mil a R$ 200 mil.

Serviço
www.bcb.gov.br ou 0800-992345  
www.caixa.com.br
www.bradesco.com.br

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