30/10/2006

Consórcio é opção para escapar dos juros altos

Fonte: Jornal da Tarde

Modalidade é alternativa ao financiamento e também é oferecida pelos bancos privados e Caixa Econômica

Evelson de Freitas/AEZap o especialista em imóveis

Dentre as opções que existem no mercado para a aquisição da casa própria, há um segmento vem registrando crescimento expressivo nos últimos cinco anos e conquistando cada vez mais consumidores: o consórcio imobiliário.

As administradoras e os órgãos de defesa do consumidor apontam como o principal diferencial desse produto a inexistência de cobrança de juros. Assim como os financiamentos – créditos imobiliários -, o consórcio é uma modalidade de longa duração, com prazos de contrato entre 120 e 144 meses, dependendo da administradora.

“Vale a pena, desde que o consumidor não tenha pressa, já que esse é um investimento de longo prazo, e não há garantia de contemplação imediata”, pondera a técnica de proteção e defesa do consumidor do Procon-SP Renata Reis.

O consórcio de imóveis é a união de um grupo de pessoas (físicas ou jurídicas) para a aquisição de bens. Os recursos gerados por esse grupo são administrados por uma empresa. Durante o período de vigência, cada consorciado contribui com um valor mensal. A contemplação ocorre por meio de sorteio ou pela oferta de um lance para resgatar o prêmio antecipadamente – o maior valor vence o leilão.

Diferente do financiamento, no consórcio o consumidor contemplado recebe uma carta de crédito para adquirir o bem.

“O cliente tem poder de compra à vista. Com isso, é mais fácil negociar o imóvel” , garante o presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), Rodolfo Montosa.

No Brasil, há cerca de 30 administradoras de consórcio autorizadas pelo Banco Central para atuar no setor imobiliário. Esse segmento ganhou força há cerca de cinco anos, após a flexibilização nas regras do consórcio que permitiu a aquisição de imóveis residenciais, comerciais, de praia ou de campo, novos ou usados, e a possibilidade de utilizar o crédito para reformar, construir ou comprar um terreno. “Antes o consórcio era restrito a imóveis novos”, lembra Montosa.

Com as novas medidas houve o aumento na distribuição do produto, a maior oferta no setor e a expansão dos pontos de distribuição. Além das tradicionais administradoras de consórcio – como a Porto Seguro e a Rodobens -, os bancos também têm investido nesse segmento.

Lider no mercado de produtos imobiliários, a Caixa Econômica Federal desponta como um dos destaques no consórcio de imóveis. Atualmente, é da Caixa a menor taxa de administração cobrada para gerenciar os grupos de consórcio.

As principais instituições financeiras privadas também têm apostado no produto. Bradesco, HSBC e Panamericano, por exemplo, oferecem o consórcio para clientes e também a não-correntistas que queiram aderir ao plano.

Uma das vantagens desse tipo de consórcio é poder utilizar os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para ofertar lance ou para complementar o valor na hora da compra do bem – desde que atenda às regras vigentes.

Na hora de avaliar a melhor oferta, o consumidor deve ficar atento às taxas que compõe as parcelas cobradas, que são livres. Renata, do Procon-SP, alerta que algumas características do sistema o tornam um contrato de risco, como a liberdade para que cada administradora determine o índice de preços que vai corrigir as cotas e a inexistência de percentuais mínimos e máximos para as taxas cobradas.

Para a Abac, a competição é suficiente para regular a cobrança das taxas e impedir a ocorrência de grandes variações de valores.

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