20/01/2010

Construção de moradias cai e inflação acelera nos EUA

Fonte: O Estado de S. Paulo

Início de construções tem baixa em razão do clima frio; preços no atacado sobem pelo 3º mês seguido

Preços no atacado do país subiram pelo terceiro mês seguido(Foto: Divulgação)
Preços no atacado do país subiram pelo terceiro mês seguido (Foto: Divulgação)

Washington – O início de construção de moradias nos Estados Unidos caiu inesperadamente em dezembro, provavelmente resultado do tempo frio, enquanto os preços no atacado do país subiram pelo terceiro mês seguido.

O Departamento do Comércio norte-americano disse nesta quarta-feira, 20, que o início de construção de moradias caiu 4%, para uma taxa anual com ajustes sazonais de 557 mil unidades. Analistas ouvidos pela Reuters esperavam que o início de construção de moradias crescesse para 580 mil unidades.

O número de alvarás, porém, subiu em dezembro.

“À primeira vista, o início de construção de moradias foi decepcionante. Mas ele foi ofuscado por um grande avanço nos alvarás. O dado sugere um ganho continuado na construção de moradias nos próximos meses”, disse Michelle Meyer, economista do Barclays Capital em Nova York.

O início de construção de moradias em novembro foi revisado para cima, para 580 mil unidades, do anteriormente divulgado de 574 mil unidades.

INFLAÇÃO PESA – Um outro relatório do Departamento do Trabalho mostrou que os preços ao produtor subiram 0,2% no mês passado, puxados pelo aumento nos alimentos, e registraram seu maior ganho anual desde outubro de 2008.

A atividade de construção caiu em taxa recorde de 38,8%, para a mínima histórica de 553 mil unidades em 2009.

O início de construção de unidades residenciais para uma família caiu 6,9% no mês passado, para uma taxa anual de 456 mil unidades, após subir 4% em novembro. A construção no segmento de unidades para mais de uma família subiu 12,2%, para um ritmo anual de 101 mil unidades, após ter subido 69,8% em novembro.

O setor imobiliário está melhorando após ficar em queda por três anos, e o início de novas construções contribuiu para o crescimento econômico no terceiro trimestre de 2009 pela primeira vez desde 2005.

Contudo, dados como as vendas pendentes de moradias e a confiança das construtoras sugerem uma potencial fraqueza no setor, cujo colapso iniciou a pior recessão econômica desde a Grande Depressão nos anos 1930.

E, apesar de os preços no atacado terem subido pelo terceiro mês seguido, as pressões inflacionárias continuam controladas.

JUROS BÁSICOS – O controle das pressões inflacionárias e os problemas remanescentes do mercado imobiliário devem permitir que o Federal Reserve honre sua promessa de manter as taxas de juros baixas por “um período estendido.”

As autoridades vão se reunir nos dias 26 e 27 de janeiro para discutir sobre a política monetária.

O número de novos alvarás, que dá uma noção das futuras construções de moradias, subiu 10,9% para 653 mil no mês passado, o nível mais alto desde outubro de 2008.

Analistas previam 590 mil unidades. Em 2009 como um todo, o número de alvarás foi 36,9% menor, disse o departamento.

A quantidade total de casas em construção caiu 3,8% para a mínima recorde de 511 mil unidades no mês passado, enquanto o número total de construções autorizadas, mas não iniciadas subiu 8,4% para 95.800 unidades.

Em outro relatório, a Associação de Bancos de Hipotecas disse que a demanda por empréstimos imobiliários nos EUA subiu na semana passada pela terceira semana seguida, com o refinanciamento sendo incentivado pela queda nas taxas hipotecárias à mínima em um mês.

O índice de aplicações totais em empréstimos imobiliários subiu 9,1% para um número sazonalmente ajustado de 575,9. O aumento foi causado pelo avanço de 10,7% no índice de refinanciamento, enquanto a procura por empréstimos de compra de imóveis subiu 4,4% para 223.

A taxa média de hipotecas de 30 anos caiu para 5% na semana passada, disse a associação.

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