09/09/2008

Construção metálica prevê crescimento até 2014

Fonte: Editoria Zap

Somente por meio do PAC, os investimentos mapeados na construção civil, de 2008 a 2011, é de R$ 534 bilhões

Zap o especialista em imóveisSegundo a Abcem, setor tem demanda garantida até 2014

Durante a abertura da 3ª edição da Construmetal 2008 (Congresso Latino-Americano da Construção Metálica), que começou hoje e segue até o dia 11 de setembro no Frei Caneca Convention, em São Paulo, o presidente da Abcem  (Associação Brasileira de Construção Metálica), José Eliseu Verzoni, disse que o setor tem demanda garantida até 2014, por conta das obras de infra-estrutura, construção civil, indústria e serviços, no entanto voltou a pedir isonomia tributária, de modo que as empresas possam investir no aumento de capacidade produtiva e qualificação da mão-de-obra.

De outra parte, o secretário de Competitividade Industrial, do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior, Marcos Otávio Bezerra Prates, afirmou que, para reduzir o déficit habitacional do País, em especial de casas populares, “é preciso que o Brasil adote a construção industrializada, capaz de oferecer produtividade”.

Bezerra Prates lembrou que somente por meio do PAC, os investimentos mapeados na construção civil, de 2008 a 2011, é de R$ 534 bilhões, em infra-estrutura de R$ 304 bilhões e em indústria e serviços mais R$ 627 bilhões.

Somados a essas perspectivas, o secretário lembrou que tramita no Congresso Nacional projeto de lei que destina 2% do orçamento federal e 1% do estadual ao programa de habitação. “Se isso acontecer, a construção industrializada pode receber um novo alento. E o Ministério do Desenvolvimento está atento com a capacitação da mão-de-obra, pois dos mais de 2 milhões de trabalhadores do setor, mais de 80% não possui formação universitária”, destacou, além de argumentar que 89,7% da capacidade instalada do setor da construção já está tomada. “Trata-se de um nível muito preocupante”.

Quanto à isonomia tributária, Bezerra Prates enfatizou que 53 itens da construção civil já tiveram carga tributária desonerada, o que significa uma renúncia fiscal da ordem de R$ 600 milhões por ano. “Obviamente, podemos estudar rearranjos. Mas, lembro que a construção industrializada, por si só, é competitiva, pois seu sistema construtivo permite maior produtividade”, finalizou.

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