01/09/2009

Construtoras estão de olho em ruazinhas escondidas, que têm público certo

Fonte: O Globo

Rio de Janeiro – Na falta de terrenos para construir novos prédios nas ruas mais nobres da cidade, os olheiros das empresas redobram a atenção. Assim, de vez em quando, acaba surgindo um novo condomínio em ruazinhas escondidas e, por isso mesmo, mais tranquilas e charmosas, que só quem mora por perto conhece. Essas “agulhas em palheiros”, em geral, têm preços até 20% acima de lançamentos similares, feitos em ruas mais movimentadas. Mas vender é mais fácil: a liquidez também é maior, dizem consultores de mercado imobiliário.

O Copacabana Vert, empreendimento da João Fortes Engenharia na Travessa Guimarães Natal, em Copacabana, é um exemplo. Sem evento de lançamento, o prédio já foi quase todo vendido. São apenas 14 apartamentos de uma ou duas suítes, com preços que variam entre R$ 800 mil e R$ 2 milhões – valor da cobertura, que tem cinco suítes e 350 metros quadrados. Neste caso, há dois bons atrativos: a proximidade com o Parque da Chacrinha e com o metrô.

“Metade dos compradores já morava ali por perto, ou havia morado antes de sair da casa dos pais, e não tinha oportunidade de voltar porque não há quase oferta imobiliária na área”, conta Luiz Henrique Rimes, diretor de Negócios da João Fortes.

Tudo bem que, para quem mora no entorno desses novos prédios – gente acostumada com o silêncio -, nem tudo são flores. Afinal, são cerca de dois anos de obras. Mas mesmo para essas pessoas, há vantagens. E, numa política de boa vizinhança, as empresas tentam se reinventar. Na Tijuca, os moradores das bucólicas ruas Visconde de Cabo Frio e Homem de Melo, por exemplo, receberam, recentemente, violetas com o cartão de visitas da construtora Calçada, que se prepara para lançar no local o condomínio Renaissance.

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