21/08/2008

Consumidores gastarão mais com habitação em 2030

Fonte: Editoria Zap

Segundo a FGV, mais de 26% do acréscimo de consumo virão das despesas com habitação

Em 2030, as despesas com habitação vão representar 26,7% do aumento do consumo dos brasileiros aponta o levantamento realizado pela FGV Projetos junto com a Ernst & Young.

A pesquisa menciona ainda que esse percentual representa um total de R$ 505,8 bilhões em despesas a mais com habitação. A nova parcela do mercado consumidor será de R$ 1,893 trilhão que, somada ao valor atual, totalizará um consumo no patamar de R$ 3,304 trilhões nos próximos 23 anos.

Renda familiar

Levando em conta o volume a mais que será gasto com habitação em daqui 22 anos, de acordo com a renda familiar, o topo do ranking será ocupado pela população com renda familiar de R$ 8 mil a R$ 16 mil, representando 24%, ou despesas de R$ 121,51 bilhões por ano.

Em segundo lugar, vêm as famílias cuja renda está entre R$ 16 mil e R$ 32 mil, com uma parcela de 21,8% e gastos de R$ 110,06 bilhões, seguidas por aquelas com rendimento entre R$ 4 mil e R$ 8 mil, cujas despesas anuais com habitação serão de R$ 105,2 bilhões, representando 20,8%.

As demais classes, com rendas entre R$ 2 mil e R$ 4 mil, de mais de R$ 32 mil e entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, representarão, respectivamente, 16,1%, 11% e 6,6% do total das despesas.

Em compensação, a única classe que terá decréscimo nos gastos em 2030 é aquela com rendimento abaixo de R$ 1 mil. Sua participação será de menos 0,3%, representando menos R$ 1,63 bilhão.

Somente em 2007, o setor da habitação movimentou R$ 379,2 bilhões, em 2030 a estimativa é chegar a uma despesa total de R$ 942,5 bilhões (somando-se os gastos atuais com o montante que será acrescido, ou seja, R$ 505,8 bilhões).

Segundo o estudo da FGV, a principal razão para o expressivo crescimento será o aumento da demanda das classes média e média alta.

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