15/07/2007

Contratos coletivos são mais baratos

Fonte: Jornal da Tarde

Administradoras conseguem descontos para condomínios

Para entrar na internet, é comum condomínios firmarem contratos coletivos com provedores. Há empresas que oferecem o serviço com transmissão via cabo, rádio ou sinal telefônico. Em todas as modalidades, segundo três grandes administradoras de São Paulo ouvidas pelo Estado, é possível negociar e conseguir descontos para grupos de assinantes.

“As empresas oferecem contrato coletivo a um valor convidativo. Sem dúvida, o preço da assinatura individual sai mais caro”, afirma a gerente geral do Grupo Hubert, Carmem Wallerstein. Para isso, as operadoras normalmente exigem um número mínimo de assinantes que pode variar. Quanto mais adesões, mais barato costuma ficar o valor da assinatura.

Recentemente, a administradora fechou um contrato para dois prédios residenciais em que a assinatura de internet banda larga via cabo, com velocidade de 2 megabits, saiu por R$ 39,90 por apartamento. Se o condômino fosse solicitar a mesma assinatura individualmente, pagaria R$ 79,90.

A cobrança do serviço pode ser em fatura única rateada na taxa condominial ou por meio de faturas independentes. Mas a tendência hoje é descentralizar a cobrança. “É mais vantagem para o condomínio que não tem de arcar com a inadimplência e o assinante pode escolher o tipo de plano e velocidade que quiser.”

De acordo com a diretora da Adbens, Ana Paula Pellegrino, os contratos coletivos têm migrado para o sistema chamado semicoletivo. “O contrato pode ser feito no CNPJ do condomínio, mas não tem caráter de obrigatoriedade”, afirma.

A economia de custos para cada unidade, segundo ela, permanece. No entanto, benefícios conseguidos no contrato coletivo, como a instalação gratuita da rede nas áreas comuns, como em home offices ou sala de administração do prédio, ficam mais difíceis de serem negociados.

Para a gerente de Condomínios da Lello, Angélica Arbex, a internet para condomínio não é tão difundida como poderia. As assinaturas coletivas ainda não são tão vantajosas a ponto de se popularizarem como as de TV por assinatura, por exemplo. “Não existem soluções prontas tão atrativas no mercado ainda”, afirma.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.