06/04/2009

Copa e Olimpíadas aceleram obras

Fonte: O Globo

Se o Rio for escolhido sede dos jogos olímpicos, serão R$ 23,2 bilhões em obras de infraestrutura e de novas instalações esportivas

Com vocação para o turismo, o Estado do Rio poderá ganhar, e muito, com as obras previstas para a Copa de 2014 e a candidatura para as Olimpíadas de 2016. Se o Rio for escolhido sede dos jogos olímpicos, serão R$23,2 bilhões em obras de infraestrutura e de novas instalações esportivas. O Mundial de 2014 trará R$27 bilhões em investimentos para todo o país – o volume destinado ao Rio ainda não foi decidido.

Agência EstadoMundial de 2014 trará R$ 27 bilhões em investimentos para todo o país

Diretor-presidente da Concremat, Mauro Viegas Filho destaca que esses investimentos não sofreriam com a crise internacional e não estariam sujeitos a contingenciamentos:

“Isso garante um aquecimento para o nosso setor até 2014 (ano da Copa) e, se Deus quiser, até 2016.”

O orçamento previsto para a Copa destina R$5 bilhões a estádios e R$25 bilhões à infraestrutura, incluindo projetos que já seriam realizados e que, com o Mundial, poderão ser antecipados. O montante destinado a cada cidade só será estabelecido quando forem escolhidas as futuras sedes do Mundial. No caso das Olimpíadas, dos R$23,2 bilhões previstos, 34% serão para obras já em andamento, segundo o comitê organizador da candidatura Rio 2016.

De olho nos Jogos de 2016, o vice-governador Luiz Fernando Pezão garantiu que o governo “vai tirar do papel” os projetos da Linha 3 e Linha 4 do metrô.

“Temos chances reais de ganhar as Olimpíadas, mais de 60% dos investimentos em infraestrutura esportiva já foram feitos para o Pan.”

O setor de turismo e hotelaria foi apontado na pesquisa da Price como o mais promissor para o Rio, com 86,7% das respostas. É também um tipo de negócio que, no Rio, ganhou com a crise. Com a alta do dólar, muitos brasileiros trocaram férias no exterior por viagens domésticas e o Rio é o destino preferido, lembrou João César Lima, diretor da Price.

Um gargalo para este setor é o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão). Pezão lembrou que o aeroporto recebeu a pior nota (3,5) dada ao Rio na primeira fase da disputa pelas Olimpíadas de 2016:

“A abertura do Santos Dumont (para voos fora do eixo Rio-São Paulo) esvazia o Galeão. Mas não dá para brigar com passagem de R$39 (preço promocional da Azul para voos do Santos Dumont a Campinas). (Luciana Rodrigues e Bruno Rosa).”

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