19/01/2007

‘Coroas’, mas enxutos

Fonte: Jornal da Tarde

Prédios das décadas de 1950 e 60 são boas opções pelos espaços amplos, apesar de pouca garagem

José Patrício/AEZap o especialista em imóveisCondominio Parque das Hortensias, na Av. Angelica, construção dos anos de 1950, amplo e com muitos jardins

Grandes como já não se fazem mais, alguns com projeto de grife, os condomínios ‘cinqüentões’ entram na melhor idade como a ‘jóia da coroa’ entre as possibilidades de moradia da Cidade. Para arquitetos consultados pela reportagem, trata-se de um ótimo negócio, mas para quem pode.

E poucos podem. A maioria não tem garagem, pois na época da construção desses edifícios ainda não havia a obrigação legal de incluí-las no projeto. O que os torna inviáveis para boa parte dos consumidores situados na faixa da classe alta, que financiou e ocupou esses condomínios há 50 anos.

A mesma legislação era mais generosa com relação ao ‘pé-direito’, que deveria ter, no mínimo, 2,70 metros. Em 1972, essa altura foi reduzida para 2,50 m para melhorar o aproveitamento do já reduzido espaço urbano.

Há casos de prédios com ‘pé-direito’ com até 3,30 metros – é praticamente como se fosse uma casa.

Exemplo dessas moradias são observados no bairro Higienópolis, na região central. Existem prédios com essas características.

Precursor

Quase todos os prédios do bairro são de alto padrão, vários foram criados pelo excêntrico Artacho Jurado, arquiteto autodidata, filho de espanhóis anarquistas, e Rino Levi, o precursor da moderna arquitetura brasileira, a partir dos anos de 1950. Assim como os edifícios que ocupam a Avenida Duque de Caxias, o Largo do Arouche e a Praça da República. Eles tendem a voltar ao mercado, ou trocar de mãos, em função da morte dos proprietários originais. Os condomínios da avenida São Luiz são mais antigos, das décadas de 1930 e 1940.

 

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