25/05/2021

Cresce a preferência por casas entre os que buscam imóveis residenciais

O home office tem alterado o estilo de vida dos brasileiros. Este modelo de trabalho adotado por muitas empresas no momento de isolamento social também anda influenciando a busca de imóveis, pois é possível que ele se mantenha mesmo após o retorno à normalidade. Esta é a percepção da 4ª rodada da “Pesquisa da Influência do Coronavírus no Mercado Imobiliário Brasileiro” realizada pela DataZAP, braço de inteligência imobiliária do ZAP+, que viu crescer a preferência por casas.

As mudanças nas características de moradia apontadas como mais importantes na 3ª e 4ª ondas, realizadas respectivamente em junho de 2020 e março de 2021, mostram que o interesse por casas aumentou de 38% para 45%, enquanto o desejo por imóveis próximos do local de trabalho caiu de 48% para 41%. 

Gráfico mostra o aumento na preferência por casas

Para Edivaldo Constantino, economista do DataZAP, em parte, esses dados ilustram o novo cotidiano das pessoas. “Ao passo que a recomendação sanitária ainda é sair o mínimo possível de casa, o espaço precisou se adaptar aos longos períodos vividos dentro dela, o que fortaleceu a preferência por ambientes mais amplos e que permitam o trabalho remoto”, explica Edivaldo.

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Preferência por casas altera o processo de busca

A 4° rodada da Pesquisa da Influência do Coronavírus no Mercado Imobiliário Brasileiro mostra uma alteração no processo de compra e aluguel do imóvel. 

Compra

Em março, 9% dos compradores disseram que sua procura mudou em decorrência de alterações nas características desejadas. No mesmo período do ano passado, esse número era de 0,1%. 

Locação

Já para os locatários, na pesquisa atual, 10% respondeu que o perfil do imóvel foi relevante na sua escolha. Comparando com o ano passado, o dado era de apenas 0,2%. 

Sobre a pesquisa

A 4ª onda da pesquisa da DataZAP  foi realizada entre os dias 15 e 22 de março de 2021, e contou com respostas de 2.224 usuários dos portais ZAP+ residentes das regiões metropolitanas do Brasil. A margem de erro é de 2 p.p. considerando nível de confiança de 95%. O mesmo levantamento tinha sido realizado anteriormente em três momentos, permitindo a comparação dos resultados: entre 24 a 29 de março de 2020 (1ª onda), de 27 de abril a 05 de maio de 2020 (2ª onda), e de 29 de maio a 7 de junho de 2020 (3ª onda).

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