21/08/2003

Cuidado! Cupins podem destruir seu imóvel

Fonte: Editoria Zap


Zap o especialista em imóveis

Conhecidos como siriris ou aleluias, eles aparecem em revoadas normalmente entre os meses de setembro e dezembro, época em que procuram locais propícios para formar uma nova colônia. Quando o rei encontra a rainha, ele perde a asa, faz a cópula no solo, iniciando a proliferação. Assim nasce o cupim, um inseto xilófago, que se alimenta basicamente de celulose, rompendo qualquer barreira para chegar a sua fonte de alimentação. Eles vivem em sociedades e possuem em suas colônias reis, rainhas, soldados, operários e ninfas.

“Existem no mundo cerca de 2 500 espécies, o Brasil, porém, abriga 250 tipos, sendo que somente duas dessas espécies causam danos ao patrimônio. São eles: os cupins subterrâneos e os cupins de madeira seca”, explica Luís Fernando Macul, diretor da Pulvinset, empresa especializada em desinfestação de pragas urbanas.

Os cupins subterrâneos ou de solo formam suas colônias no solo em caixões perdidos de edifícios (espaço, sem acesso, construído de alvenaria, normalmente escuro, úmido e que possui disponibilidade de madeira), em fundos de armários, boiler de aquecimentos, caixões em baixo de jardineiras, entre outros. Desgastam o concreto para permitir a passagem da colônia até a madeira, atravessando colunas hidráulicas, redes elétricas e de telefonia, fissuras em paredes e juntas de dilatações.

Esse tipo de cupim é capaz de perfurar ou produzir estragos em muitos outros materiais, quando estes servem de obstáculo entre a colônia e a fonte de alimento (madeira). Dessa forma, danificam pisos, paredes, gessos e lajes impermeabilizadas. “Os cupins que infestam casas e edifícios se alimentam basicamente de madeira, mas também atacam papel, tecidos, lã, couro, borracha”, afirma Macul.

Já os cupins de madeira seca formam suas colônias dentro de peças de madeira que apresentam taxa de umidade inferior a 30%, por isso, sua infestação é menor. Tratando a peça ou se desfazendo da mesma, o problema acaba. Os cupins preferem madeiras moles e não-amargas, como o pinho, o pinus, o cedrinho e, mais raramente, o marfim. Eles dificilmente atacam mogno, peroba, ipê e jacarandá.

Fotos cedidas pela empresa Pulvinset, telefone (11) 5589-6272.

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