30/10/2006

Cuidado na contratação do serviço

Fonte: O Estado de S. Paulo

Na hora da escolha da empresa que vai cuidar da fachada é preciso pesquisar e comparar preço e qualidade

Para conseguir um bom prestador de serviço que iria restaurar a fachada do condomínio onde é síndico, o comerciante Aléssio Tonin Neto gastou muita sola de sapato. Pediu orçamentos a dez empresas e visitou obras feitas por elas em vários bairros da cidade. “É preciso pedir os orçamentos e fazer uma triagem. Olhar o preço e a qualidade do serviço”, afirma. O prédio tem oito anos.

Seu parceiro de trabalho, o gerente predial Luiz Carlos Padulla, o acompanhou em algumas visitas, mas a sua principal atribuição ainda é acompanhar, no dia-a-dia, a obra de restauração da fachada de textura de travertino (que lembra pedra), já em fase final. “Se o síndico e o zelador não tiverem dedicação, o trabalho não sairá bem feito”, diz Padulla. E ressalta outro ponto. “É preciso observar tudo. Exigimos que os operários usem os equipamentos de segurança o tempo todo.”

O gerente está correto. Garantir a segurança dos prestadores de serviço é fundamental, segundo o advogado especializado em condomínios, Márcio Rachkorsky.

“É preciso saber se os funcionários são registrados e se trabalham com equipamentos de segurança, porque em caso de acidente o síndico será responsabilizado” diz. “É importante consultar se a empresa tem processos na Justiça, telefonar para dois ou três clientes para saber se o serviço foi bem feito.”

O serviço também tem de ser aprovado em assembléia do condomínio.

Rachaduras

O síndico recomenda que seus colegas tenham empenho na busca pelo melhor serviço, que é um equilíbrio de “preço e qualidade”. “Tivemos orçamentos de R$ 30 mil a R$ 100 mil, uma diferença muito grande”, conta. A empresa escolhida cobrou R$ 44 mil. Os prestadores de serviço dividem o pagamento entre 8 e 12 parcelas.

Costuma-se repintar os prédios a cada quatro ou cinco anos. Outros suportes como textura, pastilhas ou pedras podem esperar mais tempo. As empresas especializadas pedem, em média, de 60 a 100 dias para executar o trabalho, desde que não chova.

No caso do condomínio gerenciado por Tonin Neto e Padulla, o prazo combinado na assembléia dos moradores foi de 120 dias. Eles aconselham a trabalhar, acompanhar o serviço e se for preciso mandar refazer.

O gerente conta que mandou que trechos da textura fossem refeitos. Isso tudo foi combinado com a empresa na contratação do serviço. Outra dica é fazer testes de textura ou pintura na parte de baixo do edifício.

Tonin Neto chama a atenção para a recuperação das trincas. “Se não for bem feito o serviço, a fachada fica como que mapeada com marcas da cobertura das trincas”, relata. Para evitar que isso aconteça, é preciso discutir com a empresa contratada o melhor produto para vedar as trincas sem criar problemas na fachada.

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