01/09/2008

Custo da construção sobe 1,36% em agosto

Fonte: Editoria Zap

No mês, o custo da mão-de-obra aumentou 1,03% e o custo administrativo, representado pelo salário dos engenheiros, caiu 0,6%

O Cub (Custo Unitário Único) da construção civil paulista aumentou 1,36% em agosto, em comparação a julho, quando o indicador teve alta de 0,60% em relação a junho. O Cub é o índice oficial, calculado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela FGV Projetos, que reflete a variação dos custos do setor para utilização nos reajustes dos contratos da construção civil paulista.

Para o resultado, contribuíram os preços dos materiais de construção, que em agosto subiram 1,84%. No mês, o custo da mão-de-obra aumentou 1,03% e o custo administrativo, representado pelo salário dos engenheiros, caiu 0,6%. A média ponderada entre essas variações resultou no crescimento de 1,36% do Cub Representativo da construção civil paulista (R8-N) em agosto, equivalente ao custo de R$ 804,78 por metro quadrado.

Com isso, no ano de 2008 o Cub acumula alta de 8,13%. Nos doze meses encerrados em agosto, a elevação é de 10,64%, novamente “puxada” pelos preços dos materiais de construção, que aumentaram 11,71% no período.

Segundo o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, a elevação é reflexo do aquecimento da demanda da construção. “Contudo, uma vez que as construtoras têm se planejado e os fabricantes de materiais estão aumentando sua capacidade de produção, acreditamos que em breve a oferta atenderá o novo patamar da demanda. Com isso, a pressão inflacionária nos preços dos materiais deverá arrefecer e o Cub vai desacelerar.”

Em agosto, os principais insumos da construção que tiveram aumentos de preços superiores à variação de -0,32% do IGP-M, foram: Alimentação tipo marmitex (+7,77%), Eletroduto PVC rígido (+6,12%), Aço (+5,67%), Areia média lavada (+4,92%), Concreto FCK=25MPa (+3,10%), Tubo de ferro galvanizado (+2,65%), Brita (+2,60%), Tubo de cobre (+2,21%), Tubo de PVC (+1,32%), Azulejo (+1,24%), Cimento (+1,06%) e Óleo diesel (+0,47%).

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